terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os garranos, são lindos .... e úteis

Na semana passada foi apresentado na Guarda o projecto transfronteiriço Self-Prevention, que visa o uso de caprinos na silvicultura preventiva. A ATN quer deixar aqui o seu aplauso à AECT Duero-Douro, entidade até de quem até almejamos vir a ser parceiros.

Neste contexto de discussão da gestão dos materias combustiveis nos cenários florestais, queremos deixar aqui o nosso contributo (com base no conhecimento empírico) relativo ao acompanhamento da manada de 25 garranos num cercado de 100 hectares situado dentro da reserva da Faia Brava, desde 2005. De facto para além dos garranos serem uma raça autóctone lusa, rústicos, baratos (sem conotação pejorativa), presas potenciais de um certos predadores, óptimas montadas para passeios por ravinas e barrocais, excelentes veiculos de equinoterapia, etc etc.. eles são uns verdadeiros destroçadores de pastagem natural sob-coberto e nalgumas zonas (e com uma certa carga) deixam o terreno rapado com um risco de incêndio bastante reduzido. As fotos junto ao sobreiro grande não são grande coisa mas penso que permitem mostrar a diferença entre a vegetação de herbáceas dentro e fora do cercado (fotos tiradas há cerca de 1 semana).

Esquecia-me de dizer que eles também são lindos e não tocam (com os dentes) nas árvores pequeninas (às vezes lá pisam uma mas come-las não comem... o Ricardo Nabais pode comprovar....).

E já agora para quem gosta de música: dancing horses