terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Águia de Bonelli


Para quem gosta de saber mai sobre esta fantástica ave de rapina recomendamos este site (e este projecto):

www.aguilaperdicera.org/index.php


e sequerem mesmo noticias novas sobre a espécie:  www.aguilaperdicera.org/noticia.php?id=11&fi=1


Aqui vai um texto retirado do site da ATN, secção biodivesidade: www.atnatureza.org/biodiversidade/especie_mes.php


Águia de Bonelii (Aquila fasciata)


Trata-se de uma espécie com estatuto de ameaça, mais concretamente, está considerada como Em Perigo (EN) segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

A população mundial da Águia de Bonelli distribui-se amplamente a nível euro-asiático. Na região Circum-Mediterranica, concentra na Península Ibérica o seu maior núcleo (com 750 casais em Espanha, segundo o último censo nesse país, realizado em 2005). Em Portugal, tem um efectivo próximo a uma centena de casais, sendo uma das aves de rapina mais emblemáticas e com muitos admiradores no seio dos ornitólogos nacionais. Essa atracção tem muito a ver com a sua beleza, algo exótica desta ave, mas também o seu porte elevado (é uma das 3 “grandes águias”), a silhueta rápida e robusta, e para muitos o aspecto mais impressionante é a sua ferocidade ou a atitute predatória.

A espécie está associada a relevos pouco montanhosos, com influencia climática mediterrânica, com escassa actividade humana. Em geral, seleccionam espaços com escarpas rochosas pois usam-nas para nidificar, mas necessitam cumulativamente de territórios com um mosaico de biótopos florestais e abertos, nomeadamente espaços com aproveitamento agro-silvo-pastoril (ex: montados/matos/pastagens/áreas cerealíferas). Essa preferência relaciona-se com a maior abundância das suas espécies-presa (pombos, coelhos, perdizes) nessas paisagens.

Em diversos locais da bacia hidrográfica do Douro localiza-se um conjunto importante de casais, em resultado do carácter termófilo das encostas durienses, mas também devido à permanência de agro-sistemas tradicionais (vinha/olival/pastoreio de percurso) e a existência de maciços arborizados bem conservados (sobreirais, azinhais, zimbrais). Nesta região os sítios mais representativos dessa situação são as Arribas do Douro em Miranda do Douro, o vale do Sabor, o Alto-Douro Vinhateiro. A espécie tem diminuído nesta região em virtude da rarefacção das suas presas, o abate de indivíduos e a mortalidade em linhas eléctricas. No vale do Côa assistiu-se recentemente a essa tendência de declínio, quando em 2002 desapareceu um dos dois casais que povoavam esta zona. O último casal do Côa reside na Faia Brava e tem nidificado, regularmente, com sucesso.


Bibliografia

http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/EFDB7D67-D46A-4DC6-892E-8FE0CE04C1DA/0/Hieraaetus_fasciatus.pdf

http://lifebonelli.ceai.pt/biblioteca/artigos/Perdicera_monografia.pdf