quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Garranos da Faia Brava aparecem na TV


Na passada Sexta-feira os Garranos da Faia Brava foram filmados para uma peça que passou na RTP que podem ver aqui.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Anilhagem - Atlas das Aves Invernantes e Migradoras (Parte 2)

Após algumas alterações na data inicialmente prevista, decorreu ontem na Reserva da Faia Brava a 2ª sessão de captura e anilhagem de aves prevista na metodologia do Atlas das Aves Invernantes e Migradoras. Esta actividade foi desenvolvida pela Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves (APAA) em colaboração com a ATN.



Foram anilhadas 87 aves, um número mais baixo que a anterior sessão do final de Agosto, pois o período de grande "trafego" de migração de aves está já perto do fim, mas ainda assim com bastantes espécies migradoras e residentes.

Uma das espécies que suscitou maior interesse e curiosidade foi o rabiruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus) espécie estival que utiliza os bosques da Faia Brava durante a primavera e o verão como local de nidificação.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Faia Brava ganha mais um trilho sinalizado: Trilho dos sobreiros



Foi inaugurado no dia do sócio o trilho dos sobreiros, que inicia nas Hortas da Sabóia percorrendo 1,6km, com passagem por uma mancha de sobreiros dos quais se destaca um sobreiro classificado, terminando novamente as hortas da Sabóia.
Para os amantes de caminhadas e trilhos, tem agora disponivel na Faia Brava mais um percurso sinalizado. 
Para além do trilho dos sobreiros e da Grande Rota do Vale do Côa, existem outros trilhos, que podem ser feitos com um guia, para isso basta entrar em contacto com Associação.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Volunteer's Last Blog...

 
Since I first arrived at the Faia Brava Reserve in the middle of February until the time came to leave at the beginning of September, I enjoyed every minute of my time working with the Associação Transumância e Natureza. Whether it was pruning trees to reduce the risk of fire, planting seeds, accompanying others as they carried out songbird surveys, research into vulture feeding habits, partridge and rabbit population surveys, or carrying out an inventory of the insect and spiders that call Faia Brava home, I had the opportunity not only to spend time in a beautiful and fascinating landscape, but also to learn an incredible amount about the flora, fauna and geology of this magnificent area. This said, the benefits that I have reaped from these 7 months are most certainly not limited only to this, as I also had the chance to spend time with a group of people who are deeply passionate not only about Faia Brava but about nature and wildlife in general, and who have dedicated themselves to the protection of this natural area and the conservation and wellbeing of its inhabitants. These people – the staff of ATN, its interns, its volunteers, and its collaborators – made the entire experience truly rewarding, enriching and interesting, and for this I am very thankful to them.

Although I was lucky enough to participate in the many aspects of the work being done in the Reserve, one of the activities that I was most involved in was the invertebrate (mainly insects and spiders) inventory that was carried out there between the beginning of April and the end of August. This project aimed to photograph and identify as many invertebrate species as possible during these months, with the goal of creating a thorough species list and a photographic database which could be used by all in the future as an identification guide. The fieldwork has been completed, but the work is still ongoing – much remains to be done to finish the task of identifying and cataloguing all of these species. My hope is that this work can be concluded over the winter months and that when these small creatures begin to appear again in the spring that a usable, valuable id guide to the invertebrate community of Faia Brava will be available not only to ATN but to all those who wish to know more about these tiny inhabitants of the Reserve. 

So again, thanks to everyone at ATN for all their help, support and above all their friendship.





Da quando sono arrivata alla Riserva Faia Brava a metà febbraio fino al momento di partire all’inizio di settembre, ho goduto di ogni singolo momento passato lavorando con l’Associação Transumância e Natureza.
Potando alberi per ridurre il rischio di incendio, piantando semi, accompagnando altre persone mentre facevano inventari degli uccelli canori, ricerche sul comportamento alimentare degli avvoltoi, censimenti delle popolazioni di pernice e conigli, o conducendo un inventario degli insetti e ragni che vivono a Faia Brava, ho avuto l’opportunità non solo di apprezzare questo paesaggio bellissimo ed affascinante, ma anche di imparare tantissimo riguardo flora, fauna e geologia di quest’area stupenda.
Inoltre, ho avuto la possibilità di passare del tempo con un gruppo di persone estremamente interessate non solo a Faia Brava ma alla natura e alla vita selvatica in generale, e chi si dedicano alla tutela di quest’area naturale e alla conservazione ed al benessere dei suoi abitanti. Queste persone – lo staff di ATN, i suoi stagisti, i suoi volontari e i suoi collaboratori – hanno reso l’esperienza davvero gratificante, arricchente ed interessante, e per questo li ringrazio tanto.

Anche se ho avuto la fortuna di partecipare alle molte attività che si svolgono nella Riserva, il censimento degli invertebrati (soprattutto insetti e ragni, svolto tra aprile ed agosto) è il progetto in cui sono stata maggiormente coinvolta. L‘obiettivo di questo progetto era fotografare ed identificare il maggior numero possibile di specie di invertebrati, per creare un elenco di specie ed un database fotografico da utilizzare in futuro come guida all’identificazione.
Il lavoro di campo è stato fatto, ma il progetto non è concluso – rimane ancora molto da fare per identificare e catalogare tutte le specie. Spero che il lavoro possa essere concluso durante l’inverno in modo che, quando queste piccole creature cominceranno ad apparire in primavera, sia disponibile una guida all’identificazione delle comunità di invertebrati di Faia Brava non solo per ATN ma per tutti coloro che desiderano sapere di più su questi minuscoli abitanti della Riserva.

Quindi, di nuovo, grazie a tutti di ATN per il loro aiuto, il loro sostegno e, soprattutto, per la loro amicizia.




Text by: Sarah Pogue
Photos 1, 3 and 5 (from top to bottom): Sarah Pogue
Photos 2 and 4 (from top to bottom): Eduardo Realinho

Será que estamos a fazer um bom trabalho para a conservação da natureza na Faia Brava?

Todos os dias, ao percorrer os caminhos da Faia Brava, assalta-nos a seguinte dúvida: Será que estamos a fazer um bom trabalho para a conservação da natureza?
É uma questão legítima, que deve estar na base de qualquer projecto de conservação de natureza, e que não tem resposta fácil e rápida. No entanto, é possível ter uma resposta.
Para colmatar lacunas de conhecimento sobre espécies, habitats, o seu estado de conservação e a dinâmica das biocenoses na Faia Brava, a equipa técnica, em colaboração com inúmeros estudantes universitários, investigadores e voluntários, saem para o campo para recolher dados sobre espécies e habitats. Os dados são recolhidos ao longo de todo o ano e há ocasiões em que se faz um esforço extra para um determinado grupo de seres vivos.


Mas afinal que dados são esses?

São observações directas ou indirectas de fauna e flora, que permitem a identificação de espécies e a sua compilação primeiro que tudo
em listas. Estas listas ou inventários são, nada mais, nada menos, que o registo da biodiversidade que existe na Faia Brava. Esta recolha de dados é mais fácil para alguns grupos (aves ou flora) do que outros (mamíferos, insectos ou aranhas). No entanto, a única maneira de conservar seja o que for é saber o que existe num determinado local.
Toda a observação confirmada é depois inserida na base-de-dados de biodiversidade da Faia Brava e essa informação é também partilhada com a comunidade, através das plataformas Biodiversity4All e Naturdata, que possuem espaços exclusivos para a Faia Brava.
Qualquer visitante da Faia Brava pode também participar nesta tarefa tão importante de registo da biodiversidade e inserir os dados das suas identificações nestas plataformas.
Para saber o que fazemos com essa informação, não perca o próximo post sobre o Estudo e Monitorização de Biocenoses da Faia Brava.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

II Jornadas de Olivicultura Biológica

Decorreu nos passados dias 9 e 10 de Setembro em Figueira de Castelo Rodrigo as segundas jornadas de olivicultura biológica centrada nos temas bens e serviços do olival, biodiversidade funcional do ecossistema, gestão e conservação do solo e azeite, turismo e ambiente. Estiveram presentes cerca de 130 participantes ligados ao sector.


No dia 9, dedicado a apresentações, a ATN esteve representada pela bióloga Alice Gama com uma comunicação com o tema "Faia Brava - Área Protegida Privada, a importância do olival biológico". Para além das apresentações e debates houve também uma apresentação de trabalhos académicos relacionados com o tema e uma sessão de prova de azeites. No dia 10 foi realizada uma visita de campo a um olival de produção biológica.

Esta segunda edição teve uma organização conjunta de varias organizações lideradas pelo centro de investigação e tecnologias agro-ambientais e biológicas da Universidade de Trás os Montes e com a colaboração da ATN. O balanço final foi bastante positivo e esperamos estar presentes de novo nas III Jornadas de Olivicultura Biológica.

sábado, 17 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

As grandes (e pequenas) aves da Reserva da Faia Brava

Domingo, 2 de Outubro · 9:00 - 13:30
  
Integrado no fim de semana europeu de observação de aves, vimos convidá-lo a descobrir as aves da Faia Brava num percurso pedestre pelo lado mais selvagem do Vale do Côa.

Inicio: 9:00h junto à igreja de Algodres.

Inscrições e informações:
271311202
geral@atnatureza.org

Inscrição gratuita para sócios da ATN e SPEA

Dá gosto ver árvores mais altas do que nós!

Dá gosto ver as crianças crescer, sejam pessoas ou sejam plantas!

Especialmente quando há meia dúzia de anos, estas plantas eram apenas pequenas e incógnitas sementes de Fraxinus, ripadas às "mãozadas" dos ramos das suas mães (ou pais).

Dentro de sacas e baldes, foram para o viveiro (maternidade de árvores como lhes chamam os britanicos), para serem espalhados em grandes alfobres de boa terra escura e húmida. Na Primavera seguinte germinaram,e quando tinham apenas duas folhinhas ligadas, foram separadas umas das outras e metidas em cuvetes individuais. Esperaram mais de meia-dúzia de meses, sobrevivendo ao estio seco, poeiroso mas coalhado da Sabóia, sob a protecção da malha-sol e sorvendo as regas que foi possível fazer. Até que numa fresca, e fria, manha de Outono as mãos de algum voluntário (provavelmente pertencente ao Colectivo Geminal) as tratou de sacar da cuvete e carinhosamente lhes depositou o raizame nalgum recanto ignoto e remoto da Faia Brava.

A partir daí foi a verdadeira aventura das plantulas, entregues à sua sorte, esperando arduamente umas gotas de chuva em Agosto, evitando a pisadela do garrano e a fuçadela do javali, engrossando, engrossando lentamente, deitando corpo, caule, ramos, raizes e fazendo crescer a pequena sombra da folhagem no seu pedaço de terra.

Um dia destes se tudo assim se mantiver, e se por exemplo os incêndios de Verão continuarem a evitar estes rochedos do Côa, a planta até vai criar uma casca rude e rija como os cornos da ovelha terrincha, que não lhe deixará entrar na seiva, nem besouro nem fungo nem fogo frio, mas que servirá para que algum gato lhe trepe acima e do alto da ramada contemple o seu feudo. Mas ainda melhor vai ser quando esta planta passar a dar sementes, profusos cachos verdes e amarelos de milhares de sâmaras, que vão abanar ao vento como que acenando a alguém que ali passe para lhos ripar ou simplesmente atirar ao vento Suão, e assim perpetuar o ciclo.

Assim queremos acreditar os que estamos apaixonados por esta Faia Brava, ... ou antes por esta Terra.

Que cresçam as árvorezinhas!


"Caçando" garranos!

No passado Sábado (dia 3 de Setembro) uma das actividades incluídas no Convívio Anual de Sócios da ATN, constava em caminhar 5 Km na companhia de alguns garranos da Faia Brava.

Para isso houve que previamente encontra-los e literalmente captura-los, numa pequena incursão pelos barrocais graniticos na zona do Silveiral onde vivem os 3 garranos "mansos". Pudemos contar com a ajuda de dois jovens figueirenses, o Daniel Recto e o Valter Rézio, que pelo amor que nutrem pelos equideos, dada a tradição estar muito presente nas suas familias (de etnia Cigana), vieram voluntariamente ajudar-nos nessa tarefa .

Vivendo a totalidade do tempo em regime livre, "a campo", sem suplementos alimentares, e sem perturbação, mesmo os cavalos mais mansos e ensinados a montar, como a Zora, a Luna e o Zimbro negam uma aproximação súbita e a captura por parte de humanos. Assim há que conduzi-los até um antigo palheiro onde por vezes se abrigam, para que dentro desse espaço confinado seja mais facil e rápido apanha-los e colocar-lhes os arreios.

Ficam aqui algumas fotos dessa pequena aventura (de meia-hora) que foi logo seguida de um passeio em "pelo" (ou seja sem selas), a atestar os conhecimentos equestres dos jovens tratadores, e a demonstrar a docilidade e bom carácter destes três garranos.

A ATN dispõe destes 3 animais (montados) precisamente para fazer passeios pela reserva. Caso pretenda fazer essa experiência contacte a ATN e combine uma visita. Não necessita de saber montar pois pode simplemente levar o animal à rédea, usando por exemplo o garrano para transporte de mantimentos.





sábado, 10 de setembro de 2011

A Jóia da Coroa !?

Muito se pode falar acerca da opinião de cada um sobre aquela, ou aquelas, espécie(s) que pela suas  características comportamentais, preferências ecológicas, raridade, estatuto de conservação, conspicuidade, importância socio-económica, beleza.... etc, etc, melhor representam ou identificam uma determinada área geográfica. Podemos sempre dizer que gostos não se discutem, mas de facto a eleição de uma espécie emblemática dá um jeitão em termos de estratégia de comunicação de uma determinado projecto.

No caso da Faia Brava, obviamente que não há unanimidade, seja por haver múltiplos candidatos com fortissimos argumentos, seja pela divrsidade de aguerridos amantes da fauna silvestre, que bem defendem e publicitam as suas "damas".

Haverá sempre discussão no que toca a hierarquizar as jóias faunísticas da Faia Brava, mas aqui vai um contributo.

Ainda no seguimento da sessão de anilhagem (gloriosa) do passado 28 de Agosto, organizada pela APAA, na qual foram anilhadas 209 aves pertencentes a 20 espécies, foi possível contemplar aquela que é uma das espécies (pelo menos se falarmos de aves) que podemos designar de rainhas da Faia Brava.... que é a Toutinegra-real Sylvia hortensis.  Foram capturados e anilhados 5 exemplares desta belissima e rara ave. Trata-se, provavelmente, do record nacional para esta espécie, que vem mais uma vez confirmar que a Faia Brava é um pequeno santuário para a monarca das Sylvias.

Para mais informação sobre essa sessão leiam a crónica no interessante blog do Peter Fearon: A Scouse Ringer (tradução: um anilhador de Liverpool...!) .

Deixamos aqui imagens da Toutinegra-real e da respectiva sessão de anilhagem.



Um juvenil (à esq) e um adulto.



Bonita, discreta, sóbria e de porte nobre, como pertence a alguém da Realeza!



Nas palavras do Peter Fearon ...."The birds of the day had to be the Orphean Warblers, in total we caught five, of which only one was an adult. They were much larger in the hand than I had expected, taking a 'C' ring (equivalent of a 'B' in the UK), a pretty chunky Sylvia in all. "....








No site da ATN a Toutinegra-real foi a espécie do mês em Março de 2011,  podem recolher mais informação aqui.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Biodiversidade

É facílimo aproveitar uma noite agradável de Verão dedicada à vigilância contra incêndios para uma sessão de biodiversidade. Num local iluminado podem-se encontrar Louva-a-Deus, aranhas, escaravelhos grandes e pequenos, inúmeras borboletas nocturnas de formas e padrões tão distintos e os seus predadores: sapos-corredor, osgas, morcegos e os ágeis noitibós.
Insectos, aracnídeos, répteis e anfíbios, mamíferos e aves, peixes era difícil.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A água bem essencial

A água é um bem essencial para todos os seres e este ano, ao contrário do que se pensa, o charco principal do cercado dos Garranos secou. Tivemos então que colocar água nos bebedouros.

Felizmente já caíram as primeiras chuvas e o charco voltou a ter água, vamos ver se aguenta até ao Outono-Inverno.

Ficam as fotos para ver o nivel da água, e como os Garranos ficam bem na foto.








Já conhecem a campanha de adoção dos Garranos? Mais informação aqui.