segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Consulta Pública do Plano de Gestão Florestal da ZIF de Algodres Vale de Afonsinho

EDITAL
Consulta Pública
do Plano de Gestão Florestal da
ZIF de Algodres Vale de Afonsinho

A ATN – Associação Transumância e Natureza, entidade gestora da zona de intervenção florestal de Algodres Vale de Afonsinho, faz saber o seguinte:

Em cumprimento do nº 1 e 2, do Artigo n.º20 do Decreto-Lei nº 16/2009 de 14 de Janeiro, informa que se encontra submetido a apresentação pública entre 19 de Outubro e 7 de Novembro de 2011, o Plano de Gestão Florestal (PGF) da Zona de Intervenção Florestal de Algodres Vale de Afonsinho.
A Zona de Intervenção Florestal de Algodres Vale de Afonsinho, foi criada pelo Despacho n.º 12796/2009, engloba vários prédios rústicos das freguesias de Algodres Vale de Afonsinho, do município de Figueira de Castelo Rodrigo e abrange uma área de 2670,29 hectares.
O PGF poderá ser consultado na Sede da ATN – Associação Transumância e Natureza, entidade gestora da referida ZIF, na Travessa Serpa Pinto N.3 6440-118 Figueira de Castelo Rodrigo.
Para expor as suas sugestões ou observações poderá dirigir-se à Sede da ATN, ou enviar, por escrito, até ao dia 7 de Novembro.

A Entidade Gestora,
Associação Transumância e Natureza
António Monteiro
Presidente da ATN

Figueira de Castelo Rodrigo, 14 de Outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ATN Wild Videos 1 - Wildlife Watching Tourism and Conservation Enterprise Seminar


Este video resultou da viagem que o staff da ATN fez à Finlândia no âmbito da iniciativa europeia Rewilding Europe. O Wildlife Watching Tourism and Conservation Enterprise Seminar teve como objectivos aprender e discutir ideias, entre parceiros do Rewilding Europe, sobre actividades económicas possíveis e com resultados de conservação que poderão ser desenvolvidas nas 5 áreas-piloto, entre as quais West Iberia. Foi a primeira vez que o staff da ATN observou lobos em liberdade.
Uma viagem inspiradora que é apenas o começo de uma jornada para um Oeste Ibérico mais silvestre e com mais vida.

Estudo e Monitorização de Biocenoses da Faia Brava – um programa ambicioso

Para sabermos se estamos a conservar realmente uma espécie ou habitat, devemos criar um sistema de controlo, um programa de seguimento ou monitorização, que nos permita saber, em números, o que está a acontecer de facto.






No Plano de Gestão da Faia Brava foram definidos indicadores, dados que é necessário recolher ao longo do tempo, e que nos ajudam a validar o trabalho prático de conservação da ATN. Trata-se do Programa de Estudo e Monitorização de Biocenoses da Faia Brava.

Este programa na execução anual de uma série de metodologias de seguimento de fauna, flora e habitats alvo de acções de gestão activa: (a) Censo de aves rupícolas nidificantes; (b) Censo de aves comuns; (c) Censo das principais espécies-presa (Coelho-bravo, Perdiz-vermelha e Pombo-da-rocha); (d) Censo de fauna em linhas de água e charcas (anfíbios e invertebrados); (e) Censo de mamíferos carnívoros.


Adicionalmente, encontra-se abrangido por esta acção o seguinte estudo: Avaliação de métodos de gestão de um campo de alimentação de aves necrófagas e o seu uso pelo Britango Neophron percnopterus.

Os censos são realizados pela equipa técnica, por voluntários e por estudantes, através da celebração de protocolos de estágios profissionalizantes e de tese de mestrado.
Pode consultar alguns dos relatórios e teses produzidas por estes estudantes, na página web da ATN.

Para saber mais sobre o estado actual das espécies e habitats prioritários na Faia Brava, iremos publicar uma segunda série de posts com alguns dados interessantes obtidos através do Programa de Estudo e Monitorização de Biocenoses da Faia Brava. Já a partir da próxima semana, não perca.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A importância dos corredores ecológicos

A Universidade do Arizona irá iniciar um estudo a nível global sobre corredores biológicos onde se colocam duas importantes questões:

Os Corredores ecológicos funcionam?

Que características têm os corredores ecológicos que funcionam?

A Reserva da Faia Brava, apesar de ter uma importância ecológica abrangente, pode ser considerado um corredor ecológico. Sempre foi uma preocupação de gestão da área protegida manter ou criar ligações entre populações e habitats. Esta perspectiva pode ainda ser alargada a um nível de importância maior se for incluída a dimensão da Zona de Protecção Especial (ZPE) do Vale do Côa e ZPE Sabor e Maças.

Embora seja uma realidade a longo prazo, a criação de um corredor ecológico desta dimensão poderia ser um importante ponto de passagem de populações de diversas espécies entre o norte e o centro do país e até área de expansão para diversas espécies. Com a adopção da estratégia europeia seguida pela iniciativa Rewilding Europe, a ATN pretende influenciar proprietários e políticas de modo a promover a existência de grandes extensões continuas de habitat, promovendo o fluxo natural do movimento expansão das espécies.

Vamos ficar atentemos ao desenvolvimento e resultados deste estudo, para poder aprender e melhorar a nossa estratégia de conservação.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Conferência sobre Áreas Protegidas Locais - 20 e 21 de Outubro

A discussão sobre a criação de Áreas Protegidas de interesse local ou regional, é um assunto da actualidade que poderá ser vista como uma oportunidade para muitos municípios protegerem os seus valores naturais.
Neste sentido, a Câmara Municipal do Barreiro está a programar a realização de uma Conferência sobre este tema, a realizar no auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro nos dias 20 e 21 (quinta e sexta-feira) de Outubro deste ano. Este será um espaço onde se pretende debater e esclarecer melhor este assunto.
O site onde se pode consultar toda a informação disponível é www.rostos.pt/areasprotegidas.

domingo, 9 de outubro de 2011

Acção de Reflorestação na Faia Brava



O Colectivo Germinal e a Associação Transumância e Natureza organizam, pelo sétimo ano consecutivo, as Acções de Reflorestação nas margens do Rio Côa, no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. O objectivo primeiro é o repovoamento florestal de áreas ardidas em 2003 e áreas agrícolas abandonadas, promovendo assim a recuperação dos ecossistemas. Haverá também lugar para a manutenção de um viveiro florestal, a recolha de sementes e o convívio entre os participantes.
As árvores utilizadas para os repovoamentos são de espécies autóctones, como Carvalhos (Sobreiros, Azinheiras, Carvalhos-cerquinho, Carvalhos-negral) e Freixos, entre outras. A Reserva da Faia Brava tem actualmente cerca de 600ha, dos quais 215ha foram recentemente declarados oficialmente como a 1ª Área Protegida Privada de Portugal.
Estas acções de reflorestação têm por objectivo criar as condições necessárias para a recuperação de um ecossistema natural onde espécies da fauna e flora autóctones possam sobreviver e prosperar.
Os acampamentos de voluntários realizam-se de Sexta a Domingo, sendo a Sexta-feira para recepção dos participantes. O ponto de encontro é junto à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. A partir daqui asseguramos transporte até ao local do Acampamento e regresso. Durante os três dias da reflorestação garantimos refeições veganas/vegetarianas confeccionadas no acampamento (Pequeno-almoço, Almoço e Jantar).
Necessitas trazer tenda, saco-cama, o teu próprio prato, copo e talher, lanterna, termo, impermeável e roupa quente, botas ou galochas, instrumentos musicais, alegria e boas vibrações!!
Inscrições Envia um e-mail para colectivogerminal@hotmail.com indicando a tua participação, o teu nome e telefone e aguarda a nossa confirmação.  A Inscrição tem um valor de 4€, a pagar aquando da chegada ao local de acampamento. Indica também donde te deslocas e se podes dar ou procuras boleia, que faremos os possíveis para facilitar as viagens.

Se não podes ou não queres participar nestas acções mas pretendes ser informado de próximas actividades, envia-nos um e-mail com teu contacto.

Colectivo Germinal - Associação CulturalTelefones: 239422927 / 966877708 / 919604901infogerminal.blogspot.com / colectivogerminal@hotmail.com








segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Estudar, planificar, executar e monitorizar na Faia Brava

A recolha de informação geográfica sobre a localização de uma determinada espécie ajuda a ter uma noção da sua distribuição e dos habitats que utilizam na Faia Brava. A base-de-dados de biodiversidade da Faia Brava está em constante actualização e, claro, tem espécies com estatuto de conservação muito elevado, quer a nível nacional, como a nível europeu. São essas as espécies que têm prioridade quando definimos o que fazer com cada espaço da Faia Brava.






Para a conservação de espécies e habitats prioritários é feita uma planificação de uma série de acções práticas, a maior parte delas utilizadas em qualquer lugar do mundo e em projectos de conservação de uma determinada espécie. Nesse sentido foi criado o Plano de Gestão da Faia Brava, que:

1) lista as espécies e habitats prioritários;
2) define objectivos concretos para a sua conservação;
3) lista e calendariza as acções a executar pela equipa técnica;
4) define metas para cada acção (medidas de esforço e de resultado).

Por exemplo, para manter a espécie prioritária Abutre do Egipto (ou Britango), com 4 casais a nidificar na Faia Brava, a ATN definiu como objectivo conservar este casais e aumentar o seu sucesso reprodutor em 20%. Para cumprir esta meta, a ATN construiu um campo de alimentação de aves necrófagas, onde deposita pequenas quantidades de alimento (restos de talho e ossos) durante a época de nidificação do Britango (Março a Agosto). Outra acção importante para cumprir este objectivo é simplesmente a limitação de ruído e passagem de pessoas junto aos territórios de nidificação desta espécie durante a Primavera. Ao longo dos anos, podemos depois medir, através de acções de monitorização, que acompanham a época de reprodução desta espécie, o sucesso reprodutor, que dependerá das acções da ATN e de muitos outros factores que não controlamos (clima, migração, perseguição fora da Faia Brava, competição inter e intra-específica).

E então chegamos de novo à questão que foi colocada no post anterior. Depois de definirmos o que existe, definirmos o que é importante conservar, e depois de implementarmos no terreno a estratégia de conservação de uma espécie ou habitat, como sabemos que estamos a fazer um bom trabalho?

Para saber mais, não perca o próximo post sobre o Estudo e Monitorização de Biocenoses da Faia Brava.