terça-feira, 8 de maio de 2012

Visita da Fundação MAVA

Na semana passada, entre os dias 28 de abril e 2 de maio, a ATN e a Fundación Naturaleza y Hombre receberam uma visita extremamente importante. Toda a direcção da Fundação MAVA, fundadora e financiadora de projectos de conservação de prestígio em todo o mundo, esteve no Oeste Ibérico para conhecer em primeira mão o trabalho que tem sido realizado pelas duas asssociações em prol da conservação da natureza do Oeste Ibérico.

Esta fundação teve um papel muito importante na fundação da Associação Transumância e Natureza, através de um apoio financeiro para a aquisição dos primeiros terrenos da Faia Brava e também no Douro Internacional, no ano 2000.

Em 1999, Luc Hoffman visita a Faia Brava pela primeira vez. Esta fotografia foi tirada junto ao pombal do Coto


Passaram praticamente 12 anos desde a fundação da ATN, e a Fundação MAVA continua empenhada em colaborar com a ATN no desenvolvimento profissional desta pequena associação. A MAVA reconhece todo o trabalho que tem sido feito pela ATN e quer ajudar a associação a profissionalizar-se, a ter um papel mais activo regionalmente, especializando-se na gestão de áreas naturais. Para a ATN este é um passo gigante e de enorme responsabilidade, mas que sentimos sermos capazes de dar com segurança e determinação.

A visita que a direcção da MAVA realizou à Faia Brava serviu também de pretexto para lançar as bases de uma nova rede de reservas privadas do Oeste Ibérico, em colaboração com a Fundación Naturaleza y Hombre, gestora da Reserva Biológica de Campanários de Azaba (Ciudad Rodrigo). Apresentámos também a nova linha de produtos regionais de marca Faia Brava, que agora se juntam ao azeite biológico, para apoiar a sustentabilidade financeira do projecto, para divulgar o projecto e contrinuir para o desenvolvimento socio-económico da região onde a Faia Brava se insere.

Queremos deixar aqui um agradecimento muito especial a todos os que connosco partilharam estes dias cheios de energia, com vontade redobrada de continuar a desenvolver trabalho de sucesso na conservação da natureza do Nordeste de Portugal e do Oeste Ibérico.

A direcção da MAVA planta 20 árvores na propriedade que ajudou a adquirir.



Depois da libertação de 10 cavalos garranos na nova área de 200 hectares, o grupo começa uma caminhada de descoberta da Faia Brava, ao longo da Grande Rota do Vale do Côa.

A paragem seguinte é no ponto mais alto da Faia Brava, onde podemos mostrar à direcção da MAVA, o longo caminho que percorremos desde a compra da primeira propriedade, lá ao longe, junto ao pombal do Coto, até ao sítio onde nos encontramos hoje. Hoje gerimos 5 km de rio, 800 hectares, num espaço natural dedicado à conservação da biodiversidade do vale do Côa - aqui inaugurámos a placa que comemora o regresso da MAVA à Faia Brava.

Ao longo do caminho, as amendoeiras da Faia Brava obrigam a uma nova paragem e sessão de degustação que já é uma tradição dos visitantes - partir amêndoa nas pedras ao longo do caminho e provar a amêndoa da Faia Brava.

Chegados ao centro da Faia Brava, espera-nos um gigante de 500 anos, que nos faz sentir pequenos e efémeros.

Jesús Garzón - presidente da Associación Transumancia y Naturaleza (Espanha), fala sobre o sobreiro.

Antes do almoço ainda houve tempo para uma visita ao pombal da Bicha, para observação de ninhos de Grifo e uma conversa sobre o projecto de conservação das Aves Rupícolas.

 Chegados às Hortas da Sabóia, espera-nos uma fogueira e um copo de vinho, antes de um magnífico picnic, servido pela Casa da Cisterna - a conversa animada continua e já lá vão 5 quilómetros de caminhada.


No Museu do Côa, os nossos parceiros da Fundação Côa Parque levam o grupo numa viagem ao Paleólítico superior e à pré-história deste nosso rio Côa - as ligações entre o passado e o presente no Côa e na Faia Brava, e a própria gestão de um território de múltiplos patrimónios, levam a ATN e a Fundação Côa Parque a ter uma relação muito estreita, que era importante mostrar à MAVA.