sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Dia 25 - Vigia Faia Brava

Equipa: Ricardo Nabais, Alice Gama, João Quadrado, Nadine Oliveira
Horário: 10:00 - 23:30
 
No penúltimo dia de Agosto, a equipa de vigilância começou o dia no limite sul da reserva, verificando a localização da manada de cavalos garranos. Os cavalos estão neste momento numa área vedada de cerca de 200 hectares, podendo passar muitos dias sem serem vistos. No entanto, como existem poucos pontos de acesso a água, a manada mantém-se aproximadamente nos mesmos locais. Depois de algumas centenas de metros de caminhada, avistámos algum movimento entre os matos de giesta e azinheira. Lá estavam as 6 éguas, em excelente condição física, apesar da secura e quantidade reduzida de pasto. Para além das gramíneas, a alimentação dos garranos inclui também folhas de sobreiro e algumas giestas secas.


A Faia Brava está tão seca... a chuva tarda e todos desesperam. Encontrámos os garranos numa zona que ardeu no início do ano, junto à única charca que ainda tem água.


Aqui está uma fotografia que mostra o que não se vê com muita frequência: os garranos a alimentarem-se de giestas secas.


A Zora tenta chegar a mais umas folhinhas de sobreiro, perto das Hortas da Sabóia.

De seguida, depois de uma passagem pelos portões principais da área vedada, paragem obrigatória em Algodres para encher um depósito de água. A nova viatura da ATN (comprada com apoio do nosso sócio Henk Smit), uma velhinha Bedford, é essencial para estas operações. Com os poços da Sabóia muito vazios, a água de Algodres é essencial para a rega das 10 000 árvores que vão ser plantadas este inverno na Faia Brava.

 
Operações diárias essenciais num dia de Verão na Faia Brava: transporte de água e rega do viveiro florestal


Depois de um café n' O Escondidinho, ponto de encontro obrigatório para conversas com a população de Algodres, a equipa dirigiu-se para o acampamento-base das Hortas da Sabóia. Nas últimas semanas, o acampamento tem sido utilizado por voluntários, que permanecem na Faia Brava 24 horas por dia, fazendo trabalhos de vigilância contra fogos, ajudando na manutenção do viveiro florestal e fornecendo alimento suplementar a um segundo grupo de garranos que se encontram na Sabóia. O Vítor Viana e a Yvonne Markl (Áustria) têm sido uma ajuda preciosa e bons companheiros de trabalho. Bem hajam!

Durante a tarde, foi também necessário ajudar a desmontar tendas e arrumar material, depois da estadia de 3 grupos de holandeses, sócios e amigos da ATN, que vieram conhecer a Faia Brava em primeira mão (ver post anterior).





Durante o turno da noite, já por volta das 20:30, a equipa detectou um fogo na ribeira do Massueime, já no concelho de Vila Nova de Foz Côa,. Esta é uma área natural importante, for da Faia Brava, mas utilizada como área de alimentação pelas rupícolas do vale do Côa, incluindo a Águia de Bonelli. Apesar da rápida intervenção de várias equipas de bombeiros, o incêndio continuou noite dentro, tendo a equipa de vigilância da Faia Brava terminado o turno por volta das 23:30.


João Quadrado e Ricardo Nabais observam a paisagem em busca de colunas de fumo


Tudo está calmo na Faia Brava por agora e a equipa continua cheia de energia. Um excelente fim-de-semana para todos e até breve.

Cada dia de vigilância na Faia Brava tem o custo de 30 euros. Apoie a equipa de vigilância através da campanha Vigia Faia Brava. Saiba mais em http://ppl.com.pt/pt/prj/vigia-faia-brava