segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Assim foi o Dia de São Valentim

Dentro da Faia Brava vagueiam em semi-liberdade, se assim se pode chamar, 19 cavalos da raça garrana. Eles encontram-se dentro de um cercado com cerca de 400 hectares. Como vivem neste regime há vários anos, (as fêmeas mais velhas estão na Faia desde 2005), pensamos que já se organizam socialmente e adquiriram hábitos que se devem aproximar dos de uma população em verdadeiro estado selvagem.

 Um dos comportamentos supostamente "selvagens" é o de formarem grupos de femeas com um garanhão, que se pode chamar harém. Desde há vários meses está formado um grupo com as 9 femeas mais "selvagens" e que melhor condição física têm, ou seja as mais aptas à vida difícil dos barrocais da Faia Brava, que é guardado pelo macho de nome "Maçãs". O Maçãs é o macho mais velho existente na Faia, e apesar de ter tido um problema num casco em 2012 que o afastou da liderança do grupo, regressou depois do Verão ao papel que podemos designar por macho-dominante ou garanhão-principal.

Dentro desse grupo de fêmeas, há cerca de 10 dias, nasceu a primeira poldra de 2013, filha da garrana D13, e mantiveram-se nesse grupo durante os primeiros dias com o grupo. No entanto, passados cerca de 7 dias do parto (precisamente no dia de São Valentim) fomos encontra-la sozinha (com a cria) acompanhada do macho "beta", que pelos visto a conseguiu afastar do grupo e da guarda do fogoso Maçãs. Ficam as fotos desse casal (comprovamos que a fêmea estava em cio), sendo visíveis as cicatrizes de guerra na garupa do “segundo” garanhão da Faia Brava, e que simbolizam bem o carácter silvestre da vivência dos garranos na Faia Brava.