segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sábados do Abel: em Abril trabalhos mil



20 de Abril - Beneficiação do Caminho da Sabóia

Tendo em conta alguma deterioração que o caminho para a Sabóia (o principal e único espaço devidamente preparado para receber visitantes à FB e caminhantes da Grande Rota) teve durante o passado Inverno, mas principalmente devido à boa vontade do sócio Rui Torres (agricultor biológico na vizinha aldeia de Quinta de Pero Martins) que ofereceu o seu trabalho e a utilização do seu trator com pá-frontal e atrelado, um pequeno grupo de voluntários realizou a árdua tarefa de beneficiar o pavimento nos troços mais degradados do caminho entre Algodres e a dita Sabóia.



O trabalho constou de espalhar 4 reboques grandes de saibro nos troços mais degradados, preenchendo os buracos maiores. Para além de espalhar o saibro, o Abel e o António picaram um conjunto numeroso de pequenas rochas salientes no caminho procurando assim a melhor possível regularização do caminho. Foram ações de pouca potência mas a ideia também não era andar com maquinaria pesada, nem dinamite, nem transformar o caminho numa auto-estrada…..  Muito ficou por fazer e tratou-se apenas de um contributo para poupar as viaturas da ATN nas travessias deste caminho e procurar receber melhor os visitantes que se aventuram a levar as viaturas até à Sabóia (daí para dentro da faia Brava só mesmo a pé…. e ainda bem). A pouco e pouco este caminho tem vindo a melhorar, em grande parte devido às beneficiações que a Junta de Freguesia de Algodres 8ª quem agradecemos) tem feito anualmente.



Ficam os agradecimentos ao Rui Torres (pelo inexcedível trabalho e pelo muito que tem vindo a ajudar a Faia Brava que também é a sua Faia Brava), ao Sr. Manuel Marques (empresário e empreendedor de Algodres, que cedeu gratuitamente o saibro e um atrelado com báscula para este trabalho) e a todos os voluntários.

 

Voluntários envolvidos: 6 (Rui, Hélio, Jorge, Daniel, António, João Coito)



27 de Abril – “Defencing” Retirada de uma porção de 1200 m de vedação no interior do cercado dos cavalos-vacas no Cachão.


Os amigos holandeses que também andam nestas lides de criar espaços para a natureza selvagem, usando para esse efeito grandes herbívoros, chamam “defencing” à tarefa de retirar vedações de confinamento de herbívoros quando as mesmas já não são necessárias. A retirada das tais vedações obsoletas é para eles um momento importante pois consideram (sempre que é possível em termos de ampliação dos espaços naturais) como muito positivo em termos vida selvagem retirar as barreiras que na prática impedem muitos dos animais silvestres de se moverem livremente nos tais ditos espaços naturais.



No nosso caso tratou-se de retirar a porção com cerca de 1000 m de vedação de um “parque” que foi instalada em 2008 que denominados de Murada-Cachão com cerca de 100 hectares, que confinava com o “parque” instalado em 2012 ou parque novo ou parque da casa Grande com cerca de 250 hectares. Fica assim um único parque com 350 hectares. A alegria de fazer “defencing” é de facto grande pois na prática retira-se uma barreira para a fauna, dá-se mais um passo no sentido de renaturalizar os herbívoros (garranos e maronesas) a espaços mais próximos de situações naturais. Outro aspeto importante foi o de retirar a fiada superior em arame farpado (que em 2008 ainda fizemos… erradamente… mas que já não repetimos na vedação nova) que provavelmente é muito perigosa para a fauna nomeadamente aves.  Os postes de ferro e a rede ovelheira foi guardada no sentido de ser reutilizada na futura expansão dos parqueamento dos grandes herbívoros.



Foi assim uma jornada, de grande trabalho fisico, mas de grande alegria por sentirmos que estávamos mesmo a criar mais espaço para a a Natureza. 





O nosso obrigado aos voluntários envolvidos: 5 (Jorge, Daniel Reto, António, 2 amigos holandeses da Fundação Ark que estavam e passagem e nos deram uma preciosa ajuda)