quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Colóquio: O Lobo Ibérico na Beira Interior

Colóquio ''O lobo Ibérico na Beira Interior'' - Almeida, 16 de Março de 2013


A Associação Transumância e Natureza, convida todos os interessados a assistir ao Colóquio “O Lobo Ibérico na Beira Interior”, que irá decorrer em Almeida, no dia 16 de Março de 2013 (sábado). 
Este evento, organizado em parceria com o Grupo Lobo e a CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos), vai contar com a presença de Duarte Pereira, Francisco Petrucci-Fonseca, Francisco Álvares, entre outros oradores.
O evento terá início às 9h30 horas e tem o fim previsto para as 17horas. As inscrições têm um preço de 5€ e poderão ser feitas para o secretariado da ATN, através do email secretariadoatn@gmail.com ou pelo número 271 311 202.


Associação Transumância e Natureza invites you to attend the Seminar “The Iberian Wolf in Beira Interior - Portugal”, that will take place at Almeida, on march 16, 2013 (Saturday).

This event, organized in partnership with Grupo Lobo and CIBIO (Research Centre in Biodiversity and Genetic Resources), will have the presence of Duarte Pereira, Francisco Petrucci-Fonseca, Francisco Álvares, among other speakers.

The event will begin at 10 am and ends around 17 pm. The registration costs 5 € and can be made through ATN's administrative assistant, secretariadoatn@gmail.com or by calling + 351 271 311 202.
The complete programme will be available soon.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Foi encontrado um ninho de Bufo-real na ZPE do Vale do Côa!


Na semana passada o nosso biólogo de campo fez uma descoberta muito especial. Durante a monitorização das aves rupícolas da ZPE do Vale do Côa, numa das escarpas localizadas mais a Sul, onde também nidificam alguns Grifos, foi encontrado um ninho de Bufo-real Bubo bubo. Não houve dúvidas uma vez que estavam bem visíveis os dois indivíduos do casal, um deles a incubar com um comportamento bem típico da espécie – alapado, cobrindo os ovos que são postos directamente na rocha sem construção de grande ninho.

Na fotografia é possível ver os dois indivíduos, o da esquerda a incubar e o da direita semi-escondido atrás da rocha. Clique para ampliar.

É extremamente difícil e só num dia de sorte é possível encontrar um ninho desta espécie, com actividade essencialmente nocturna e crepuscular. Agora que o ninho foi localizado será mais fácil acompanhar o sucesso reprodutor deste casal, sempre à distância e com o máximo cuidado, condição obrigatória para a tranquilidade destas espécies nos locais de nidificação.

Fotografia obtida através do telescópio, de Eduardo Realinho.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

2.º Seminário Ibérico de Combate à Desertificação



Associação irá estar presente neste seminário.

O 2.º Seminário Raiano de Combate à Desertificação que agora se propõe e aqui se apresenta, conta de novo com o apoio e empenho das entidades públicas dos dois países Ibéricos. Embora aconteça num tempo particular de crise e do aprofundar de mudanças, também do emergir de novas oportunidades no Mundo Rural Ibérico, procura-se retomar e reavaliar as condicionantes à realização das frentes de trabalho conjuntas antes acordadas. Contudo, neste Seminário o foco centra-se no Papel do Planeamento para dar resposta às mesmas questões, incluindo nas intervenções e debates a promover temas como a Demografia, os Serviços do Ecossistema, as Boas Práticas Rurais, as Áreas Protegidas Transfronteiriças, as Redes de Agentes de Desenvolvimento, as de Informação para Apoio à Decisão Regional e Local e as de Investigação e Desenvolvimento, bem como a questão chave do Papel e das Intervenções das Autarquias. Matérias e propostas decorrentes que, em conjunto com as do 1.º Seminário, devem ser agora particularmente consideradas na preparação e na negociação dos novos Programas de Desenvolvimento Regional e Rural (2014/2020) em preparação, e não podem deixar de ser inscritas naqueles num coerente quadro comum de intervenções raianas. Quadro comum que deve também ser considerado e integrado no âmbito de um Subprograma Ibérico de Combate à Desertificação, como previsto no âmbito do Anexo Mediterrânico da respetiva Convenção.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flores e água na Faia Brava

Tapetes brancos de flores de Ranunculus sp nas linhas de água que cruzam a reserva!

Anunciam a Primavera e festejam a presença de água com fartura, o que contrasta imenso com os dois anos anteriores marcados pela seca extrema (menos de 300 mm de precipitação em cada um deles).



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Assim foi o Dia de São Valentim

Dentro da Faia Brava vagueiam em semi-liberdade, se assim se pode chamar, 19 cavalos da raça garrana. Eles encontram-se dentro de um cercado com cerca de 400 hectares. Como vivem neste regime há vários anos, (as fêmeas mais velhas estão na Faia desde 2005), pensamos que já se organizam socialmente e adquiriram hábitos que se devem aproximar dos de uma população em verdadeiro estado selvagem.

 Um dos comportamentos supostamente "selvagens" é o de formarem grupos de femeas com um garanhão, que se pode chamar harém. Desde há vários meses está formado um grupo com as 9 femeas mais "selvagens" e que melhor condição física têm, ou seja as mais aptas à vida difícil dos barrocais da Faia Brava, que é guardado pelo macho de nome "Maçãs". O Maçãs é o macho mais velho existente na Faia, e apesar de ter tido um problema num casco em 2012 que o afastou da liderança do grupo, regressou depois do Verão ao papel que podemos designar por macho-dominante ou garanhão-principal.

Dentro desse grupo de fêmeas, há cerca de 10 dias, nasceu a primeira poldra de 2013, filha da garrana D13, e mantiveram-se nesse grupo durante os primeiros dias com o grupo. No entanto, passados cerca de 7 dias do parto (precisamente no dia de São Valentim) fomos encontra-la sozinha (com a cria) acompanhada do macho "beta", que pelos visto a conseguiu afastar do grupo e da guarda do fogoso Maçãs. Ficam as fotos desse casal (comprovamos que a fêmea estava em cio), sendo visíveis as cicatrizes de guerra na garupa do “segundo” garanhão da Faia Brava, e que simbolizam bem o carácter silvestre da vivência dos garranos na Faia Brava.


 





sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um tributo diferente do habitual

Nos últimos 3 meses a ATN tem contado com a colaboração da Vera Beukers, estagiária da Van Hall Larenstein, parte da Universidade de Wageningen na Holanda, que iniciou o processo de actualização e informatização do cadastro predial da Faia Brava e a base de dados dos terrenos propriedade da Associação Transumância e Natureza.

A Vera decidiu despedir-se deixando-nos um tributo à Faia Brava diferente do habitual e que aqui partilhamos com todos os seguidores.

Obrigado.