quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma Liquenóloga no Vale do Côa

Veja a reportagem do Público aqui

Joana Marques, liquenóloga, está a investigar os líquenes nas rochas xistosas do Parque Arqueológico do Vale do Côa. Até ao momento identificou 206 espécies. “Ainda não é um número final. Haverá mais”, diz. “Mas as que crescem nas superfícies que têm as gravuras estão inventariadas.”

No Côa a bióloga descobriu uma espécie nova, a Peltula lobata (e que, se não fosse um líquen, muito provavelmente teria sido capa de uma conceituada revista científica), e outras duas espécies que eram desconhecidas no continente europeu — uma delas só existia na Austrália e na África do Sul, a outra no deserto de Sonora, na Califórnia.


“Quando estivermos a respirar o pó da pedra, sabemos que estamos no sítio certo”, explicou Joana, enquanto fazia uma demonstração no Parque Arqueológico do Vale do Côa. Apesar da ubiquidade das suas manchas esverdeadas ou amarelas em troncos de árvores e à superfície das rochas, os líquenes — que não são fungos nem algas, mas uma curiosa combinação dos dois — passam despercebidos a quase toda a gente. Mas isso é só porque a maior parte das pessoas não anda com uma lupa de bolso que aumenta dez vezes aquilo que se está a ver.

“O aspecto que o líquen tem à lupa é diferente e é quando os vemos à lupa que começamos a gostar deles”, diz Joana Marques, debruçada sobre a rocha."


Fonte: Público online, veja a reportagem completa e o vídeo aqui.