segunda-feira, 8 de junho de 2015

De olho nas espécies invasoras!

Ainda no tópico do Natureza ao Almoço deste mês partilhamos alguns conhecimentos sobre as plantas invasoras mais problemáticas no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Para quem desconhece o problema, plantas invasoras são plantas que foram introduzidas pelo Homem e que se adaptaram aos nosso habitats de tal modo que são uma ameaça à natureza e à economia, entre outros aspectos. Algumas destas plantas têm o potencial de causar danos dentro da Faia Brava. A Elisabete Marchante, investigadora no Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, e uma das maiores especialistas em Portugal de espécies Invasoras, visitou a Reserva e, de momento estamos orgulhosos de ter uma reserva com muitos poucos casos de invasoras presentes. 
Em visita à Reserva da Faia Brava

Um charco completamente coberto de Azolla filiculoides
O caso mais problemático é o de um feto aquático, Azola(de nome científico Azolla filiculoides), que está a afectar as nossas charcas e toda a sua diversidade aquática. Estamos de momento a proceder a limpezas regulares das charcas de modo a combater essa invasora. Outra espécie presente na reserva, mas em pequenas áreas é a cana (Arundo donax). Exemplos de outras espécies invasoras presentes no concelho são o espanta-lobos (Ailanthus altissima), a mimosa (Acacia dealbata), a erva-das-pampas ou penachos (Cortaderia selloana) e a figueira-da-índia (Opuntia ficus-indica). Vimos também o chorão-da-praia (Carpobrotus edulis) a ser usado num jardim em Castelo Rodrigo.



Espanta-lobos (Ailanthus altissima)



Uma área invadida por Mimosas (Acacia dealbata),
com árvores adultas 
(atrás) e plantas jovens


Promenor das folhas e sementes de Mimosa (Acacia dealbata)

Chorão-das-areias (Carpobrotus edulis) em Castelo Rodrigo

Erva-das-pampas (Cortaderia selloana) à entrada
de Figueira de Castelo Rodrigo (zona industrial)
A boa notícia é que, segundo a Elisabete, o nosso concelho está ainda na posição de conseguir ser bem sucedido no combate à maioria destas espécies, sem que os custos associados sejam incorportáveis. Sabia que só em danos sobre a produção as invasoras custam mais de 10biliões de euros por ano à União Europeia? Por isso, se vir alguma invasora por aí não se esqueça de a marcar no mapa (usando a internet ou a aplicação de telemóvel - http://invasoras.pt/mapa-de-avistamentos/). Nós estaremos atentos e com a sua ajuda será ainda melhor! Se tem alguma destas espécies no seu terreno verifique no site invasoras.pt algumas das práticas usadas para combater essas espécies, na dúvida contacte no site que os peritos farão o seu melhor para o/a aconselhar. Como a Elisabete dizia ao almoço, a melhor gestão é a prevenção.
Proteja os seus terrenos e a sua carteira, a natureza agradece.



Keeping an eye on invasive species!

Continuing on the topic of our Nature at Lunch of this month we shared some knowledge about the invasive plant species that are more problematic in the region. If you are not aware of the problem, invasive species are species introduced by Men that adapted to the introduced environment in such a way that are now a habitat and economic threat, among other things. Some plants are a potential threat to Faia Brava as well. Elisabete Marchante is one of the main specialists on invasive plant species in Portugal, that came from the Center for Functional Ecology, from the University of Coimbra. She visited the Faia Brava reserve and we are proud to know that the reserve has few invasive species present. 


Azolla filiculoides covering the surface of a pond
Our most problematic species is the water fern (scientific name Azolla filiculoides) which is affecting most of our ponds. This species is already under our radar and being removed regularly. Another species present in some localized areas is the giant cane (Arundo donax). 
We also talked about some examples of other species present in the district such as the Tree of Heaven (Ailanthus altissima), the Silver wattle (Acacia dealbata), Pampas-grass (Cortaderia selloana) and Barbary Fig (Opuntia ficus-indica). We were also surprised by the Ice plant (Carpobrotus edulis) present in a garden in Castelo Rodrigo.

A young Tree of Heaven (Ailanthus altissima)
The good news is that, according to Elisabete, our district can still be successful at fighting the majority of these species in a cost effective way. Did you know that in production impacts alone, invasive species cost 10 million euros a year in the European Union? So, if you visit and find some invasive species around don’t forget to put them on the map (you can use the internet site or phone app http://invasoras.pt/mapa-de-avistamentos/). We will be on the watch out but with your help it is even better. If you live in the region and have problemas with these plants please check out the website invasoras.pt to find information on invasive plant species management. In case you are unsure, do contact the experts, which will do their best to advise you. Like Elisabete said at lunch, the best management is prevention.
Protect your land and thus your wallet, nature will thank you.

Barbary Fig (Opuntia ficus-indica) colonizing an area
 
Silver wattle (Acacia dealbata)
in Figueira de Castelo Rodrigo



Text and photos by Sabrina Carvalho