quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Semana da Floresta Autóctone na Reserva da Faia Brava | Native Forest Week at Faia Brava


Na semana de 23 a 29 de Novembro decorreu a Semana da Floresta Autóctone e a Reserva da Faia Brava não podia ter deixado de fazer parte. Numa iniciativa conjunta da Associação Transumância e Natureza (ATN) e da associação Plantar Uma Árvore, a Faia Brava recebeu voluntários de vários pontos do país que contribuíram para a recuperação de áreas atingidas por incêndios ou com escassa mancha florestal.

Graças ao esforço e dedicação da nossa equipa de campo, amigos e voluntários, foram plantadas 1273 jovens árvores e semeadas mais de 3000 bolotas de espécies autóctones. Em detalhe, 735 Celtis australis (lodão bastardo), 223 Fraxinus angustifólia (freixo), 210 Prunus spinosa (abrunheiro), 35 Quercus rotundifolia (azinheira), 35 Quercus suber (sobreiro) e 35 Quercus faginea (carvalho-cerquinho), tendo sido semeadas 3000 bolotas de Quercus suber (sobreiro) e 100 de Quercus rotundifólia (azinheira).
A iniciativa dividiu-se em duas acções principais, com bolotas a serem semeadas no topo do vale e as plantas a serem colocadas junto da linha de água temporária, no fundo do vale.

A Semana da Floresta Autóctone na Reserva da Faia Brava integra-se no projecto "1 Milhão de Sementes para o Vale do Côa" e é apoiado pelo projecto LIFE+ Club de Fincas por la Conservación del Oeste Ibérico (LIFE12 NAT/ES/000595), no âmbito do Plano Estratégico de Conservação da Reserva da Faia Brava, com o objectivo de promover a recuperação vegetal autóctone, potenciar a biodiversidade e reduzir o risco de incêndio.

Muito obrigado a todos os voluntários!




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In the week of the 23rd to the 29th of November the Native Forest Week took place and the Faia Brava Reserve had to be part of it. In a initiative of Associação Transumância e Natureza and the Plantar Uma Árvore association, Faia Brava welcomed volunteers from different points of Portugal that help in the recovery of áreas damaged by fires or with scarce forest density.

Thanks to the effort and dedication of our field team, friends and volunteers, 1273 young trees were planted and more then 3000 acorns of native species were sown. In detail, 735 Celtis australis (honeyberry tree), 223 Fraxinus angustifólia (ash), 210 Prunus spinosa (blacktorn tree), 35 Quercus rotundifolia (holm oak), 35 Quercus suber (cork oak) e 35 Quercus faginea (portuguese oak), tendo sido semeadas 3000 bolotas de Quercus suber (cork oak) e 100 de Quercus rotundifólia (holm oak).
The initiative had two main action, the sowing of acorns in the hills and the plantation of the young trees near the temporary water line, in the bottom of the valley.

Native Forest Week at Faia Brava is part of the "1 Milhão de Sementes para o Vale do Côa" project and is supported by the Life+ project Club de Fincas por la Conservación del Oeste Ibérico (LIFE12 NAT/ES/000595), under the Strategic Plan of Conservation for the Faia Brava Reserve, with the objective to promote the native vegetal recovery, incriase biodiversity and reduce the risk of fire.

Thanks to all the volunteers!



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Passeio Micológico na Faia Brava | Micology Walk at Faia Brava


Cogumelos, caminhadas e um show cooking 

Um Sábado bem passado, à descoberta do que a Faia Brava tem de melhor para oferecer no que a cogumelos diz respeito. Foi este o ponto de partida do passeio micológico. Um dia em cheio na reserva.

Na manhã fresca de Sábado dia 14 de Novembro, 14 bravos aglomeravam-se ao largo da igreja de Algodres. O formador Marco Ferraz fez as honras da casa e introduziu a ATN, a Faia Brava e o que os participantes podiam esperar do dia de actividades. O grupo era variado em idades e em pontos de origem, mas todos tinham em comum o interesse por conhecer melhor os cogumelos da região.
Na partida para a reserva, ninguém se fez rogado em saltar para os veículos todo-o-terreno, onde viajámos até às Hortas da Sabóia.


O percurso a seguir foi delineado pelo Trilho dos Sobreiros, onde fomos encontrando inúmeras espécies de fungos. De cogumelos microscópicos a gigantes dignos de um País das Maravilhas, passando por cogumelos silvestres comestíveis e fungos menos aconselháveis, o fluxo de informação foi uma constante. Mas nem só de cogumelos se fez o dia, houve histórias e experiências que os participantes foram trocando, com a ocasional rapina a rasgar os céus ou um grupo de garranos que pareciam querer jogar um "onde está o Wally", na imensa paisagem que lhes serviu de fundo. O dia, que começou envergonhado e cinzento, foi ficando cada vez mais solarengo e agradável.



Depois de um farta e variada "colheita" o grupo voltou às Hortas da Sabóia, apenas para ser novamente surpreendido, desta vez por um dos próprios participantes. Tínhamos entre nós Fernando Santos, chef executivo do restaurante do Museu de Serralves, que de bom grado nos mostrou o que as técnicas da alta cozinha, combinadas com produtos de qualidade e cogumelos colhidos na Faia Brava podem oferecer-nos, mesmo numa cozinha campal. Com esta agradável surpresa, o almoço prolongou-se com aromas e sabores que abriram conversas e foram tema para o convívio entre todos os participantes. Foi num abrir e piscar de olhos que vimos desaparecer as iguarias que o chef preparou. Depois de um almoço farto em experiências culinárias, a oficina de identificação de cogumelos decorreu num ambiente de informalidade e de contemplação das cores que a Faia Brava ia ganhando.


O final da tarde desceu rápido, mas foi sem pressas que os participantes fizeram as suas despedidas à reserva. Rumámos então a Algodres, para um "Adeus" a todos os nossos companheiros, depois de um dia fantástico, onde a Faia Brava nos mostrou que não existem passeios simples e monótonos quando temos tanto à nossa volta.

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Mushrooms, hiking and a show cooking 

A Saturday well spent discovering the best that Faia Brava has to offer in mushrooms. This was the objective of our mycology walk. One awesome day at the reserve.


November 14th, the morning was cool and 14 braves gathered by the Algodres chruch's square. Marco Ferraz, our guide for the day, does the introductions to ATN, Faia Brava and what we'll find on this day of activities. The group is diverse in ages and origins, but all share an interest in knowing more about the regional mushrooms.
At our departure for the reserve, no one holds back in jumping to the all-terrain vehicles, in which we drove to the Hortas da Sabóia.


The cork oak trail was the set route for the day, were we found a multitude of different species of mushrooms. From microscopic ones to giants from Alice in Wonderland, from edible wild mushrooms to very nasty ones, the information stream was a constant. But the day wasn't based solely on mushrooms, the group shared stories and experiences, with the ocasional raptor sliding through the skies or the garranos that seamed to be playing a "Where's Wally?" horse version, in the immense landscape in front of us. The day that started shy and grey gave place to a sunny and pleasant one.


After an abundant "harvest" the group returned to the Hortas da Sabóia, only to be surprised by one of their own. Fernando Santos, the executive chef of Serralves Museum was between us. The chef graciously showed us what the techniques of the houte cuisine, combine with good products and some of the mushrooms collected can do, even in a camp kitchen set. With this nice surprise the lunch was filled by an array of flavors and scents that opened up the talks between the group. In a blink of an eye the delicacies that the chef prepared to us were gone. The culinary experiences were followed by the wild mushroom identification workshop, that was held in a informal and cosy atmosphere in which we behold the colors of the day changing the reserve.

The day's end descended fast on us, but was without hurries that we made our farewell to the reserve and our companions, after a day full of discoveries and surprises that showed us that there is no such thing as a simple walk in the Faia Brava Reserve when there is so much to experience.