Durante o dia visitámos vários pontos da Faia Brava para investigar possíveis abrigos (casas velhas, zonas florestais, buracos e fendas em rochas) e locais de alimentação (charcas, zonas florestais).
Seleccionados os locais de prospecção para a noite, colocámos redes em charcas para tentar apanhá-los em voo na altura em que descem para beber água. Utilizámos também um detector de morcegos, que analisa o espectro de ultrasons emitido por estes mamíferos e que, com algum trabalho informático e experiência, permite determinar mais algumas espécies.
Apesar de as redes se tornarem quase imperceptíveis ao nosso olhar, mesmo em noites cerradas, os morcegos conseguem detectá-las e desviar-se deste obstáculo, pelo que o local da sua colocação tem que ser muito bem escolhido.
Nestas duas noites e porque o luar ajudou a iluminar as redes, apenas conseguimos apanhar 3 indivíduos (2 Plecotus austriacus e 1 Pipistrellus kuhlii). Foram recolhidos os dados biométricos, tiraram-se fotografias e libertaram-se.
Ainda nos falta ver que outras espécies nos poderão revelar os sonogramas recolhidos pelo detector de morcegos.
Em Julho, no fim de semana de 10 e 11, iremos dar continuidade a estes trabalhos de inventariação. Aproveite e venha colaborar também com a investigação científica e o estudo da biodiversidade da Reserva da Faia Brava.
Morcego-orelhudo-cinzento (Plecotus austriacus)
Morcego de Kuhl (Pipistrellus kuhlii)










