Esta imagem, apesar de não ter sido obtida dentro da Reserva da Faia Brava, merece destaque pois estes 2 sisões foram fotografados a muito poucos Km da mesma. Quiçá algum deles sobrevoe um destes dias a Faia Brava, e engorde a listagem faunística da reserva. Se assim for, tratar-se-à de uma curiosidade uma vez que a ocupação vegetal da FB avança cada vez mais para a forma de matos e floresta (que esperemos um dia se torne madura) com cada vez menos condições para as denominadas aves estepárias. Estas aves subsistem numa pequena bolsa estepária, prestes a desaparecer devido ao abandono da cerealicultura e da pastorica de percurso. Estes sisões são uma verdadeira reliquia doutros tempos. Para aqueles sócios especialmente interessados em aves, os guias da ATN podem mostrar estes sisões, em jeito de extra à visita à Faia Brava...!
domingo, 8 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Campo de Alimentação de Aves Necrófagas ao rubro!
O nosso alimentador de aves necrófagas continua a ser regularmente visitado por inúmeras aves (devido às acções regulares de colocação de alimento), principalmente abutres (Grifo, Abutre do Egipto e raramente o Abutre-negro), milhafres (Milhafre-preto e Milhafre-real) e, recentemente, tivémos a visita de um dos membros do casal de Águia-real que reside na Reserva.
Num dos dias mais quentes deste Verão, a emblemática Águia-real foi-se servir dos ossos do talho que deixamos no alimentador.
Fica a imagem comprovativa. Reparem na temperatura registada pela nossa armadilha fotográfica, no canto superior direito.
Num dos dias mais quentes deste Verão, a emblemática Águia-real foi-se servir dos ossos do talho que deixamos no alimentador.
Fica a imagem comprovativa. Reparem na temperatura registada pela nossa armadilha fotográfica, no canto superior direito.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ciência Viva no Verão, na Reserva da Faia Brava
No fim de semana passado realizámos as primeiras actividades no âmbito do programa Ciência Viva no Verão, que consistiram em passeios temáticos na Reserva da Faia Brava.
Na 6ª feira, 16 de Julho, fizemos uma saída para observar e falarmos um pouco sobre as Aves Rupícolas do Vale do Côa.
O final do dia, com temperaturas mais toleráveis, permitiu a observação de várias espécies, como o Milhafre-preto (Milvus migrans), o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), o Grifo (Gyps fulvus), a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), o Peneireiro (Falco tinnunculus) e a Águia-calçada (Hieraaetus pennatus).
No sábado, dia 17, com a colaboração do Vasco Cruz, um especialista em répteis e anfíbios, percorremos vários pontos da Reserva em busca dos répteis. Contudo, apesar do óptimo habitat que esta zona oferece para os répteis, as altas temperaturas de Verão obrigam-os a estivar no subsolo e debaixo das pedras até que a temperatura baixe para níveis mais aceitáveis.
Ainda assim, tivemos a oportunidade de observar algumas espécies como a Lagartixa-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythruros), a Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus), a Osga-comum (Tarentola mauritanica) e a Cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides striatus).
Durante o período de maior calor, entre as 14h e as 17h fez-se ainda uma apresentação em sala sobre a evolução dos répteis e sobre cada uma das espécies existentes na Reserva da Faia Brava.
Falta realizar a saída de Setembro, referente aos insectos, com a participação do biólogo Eduardo Marabuto. Veja mais detalhes desta e de outras actividades na nossa página, em ACTIVIDADES.
Na 6ª feira, 16 de Julho, fizemos uma saída para observar e falarmos um pouco sobre as Aves Rupícolas do Vale do Côa.
O final do dia, com temperaturas mais toleráveis, permitiu a observação de várias espécies, como o Milhafre-preto (Milvus migrans), o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), o Grifo (Gyps fulvus), a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), o Peneireiro (Falco tinnunculus) e a Águia-calçada (Hieraaetus pennatus).
No sábado, dia 17, com a colaboração do Vasco Cruz, um especialista em répteis e anfíbios, percorremos vários pontos da Reserva em busca dos répteis. Contudo, apesar do óptimo habitat que esta zona oferece para os répteis, as altas temperaturas de Verão obrigam-os a estivar no subsolo e debaixo das pedras até que a temperatura baixe para níveis mais aceitáveis.
Ainda assim, tivemos a oportunidade de observar algumas espécies como a Lagartixa-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythruros), a Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus), a Osga-comum (Tarentola mauritanica) e a Cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides striatus).
Durante o período de maior calor, entre as 14h e as 17h fez-se ainda uma apresentação em sala sobre a evolução dos répteis e sobre cada uma das espécies existentes na Reserva da Faia Brava.
Falta realizar a saída de Setembro, referente aos insectos, com a participação do biólogo Eduardo Marabuto. Veja mais detalhes desta e de outras actividades na nossa página, em ACTIVIDADES.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Inventariação de morcegos na Reserva da Faia Brava
No fim de semana de 19 e 20 de Junho, na companhia do Paulo Barros e do Luís Brás, realizámos algum trabalho de campo no sentido de verificar quais as espécies de morcegos existentes na Reserva.
Durante o dia visitámos vários pontos da Faia Brava para investigar possíveis abrigos (casas velhas, zonas florestais, buracos e fendas em rochas) e locais de alimentação (charcas, zonas florestais).
Seleccionados os locais de prospecção para a noite, colocámos redes em charcas para tentar apanhá-los em voo na altura em que descem para beber água. Utilizámos também um detector de morcegos, que analisa o espectro de ultrasons emitido por estes mamíferos e que, com algum trabalho informático e experiência, permite determinar mais algumas espécies.
Apesar de as redes se tornarem quase imperceptíveis ao nosso olhar, mesmo em noites cerradas, os morcegos conseguem detectá-las e desviar-se deste obstáculo, pelo que o local da sua colocação tem que ser muito bem escolhido.
Nestas duas noites e porque o luar ajudou a iluminar as redes, apenas conseguimos apanhar 3 indivíduos (2 Plecotus austriacus e 1 Pipistrellus kuhlii). Foram recolhidos os dados biométricos, tiraram-se fotografias e libertaram-se.
Ainda nos falta ver que outras espécies nos poderão revelar os sonogramas recolhidos pelo detector de morcegos.
Em Julho, no fim de semana de 10 e 11, iremos dar continuidade a estes trabalhos de inventariação. Aproveite e venha colaborar também com a investigação científica e o estudo da biodiversidade da Reserva da Faia Brava.
Durante o dia visitámos vários pontos da Faia Brava para investigar possíveis abrigos (casas velhas, zonas florestais, buracos e fendas em rochas) e locais de alimentação (charcas, zonas florestais).
Seleccionados os locais de prospecção para a noite, colocámos redes em charcas para tentar apanhá-los em voo na altura em que descem para beber água. Utilizámos também um detector de morcegos, que analisa o espectro de ultrasons emitido por estes mamíferos e que, com algum trabalho informático e experiência, permite determinar mais algumas espécies.
Apesar de as redes se tornarem quase imperceptíveis ao nosso olhar, mesmo em noites cerradas, os morcegos conseguem detectá-las e desviar-se deste obstáculo, pelo que o local da sua colocação tem que ser muito bem escolhido.
Nestas duas noites e porque o luar ajudou a iluminar as redes, apenas conseguimos apanhar 3 indivíduos (2 Plecotus austriacus e 1 Pipistrellus kuhlii). Foram recolhidos os dados biométricos, tiraram-se fotografias e libertaram-se.
Ainda nos falta ver que outras espécies nos poderão revelar os sonogramas recolhidos pelo detector de morcegos.
Em Julho, no fim de semana de 10 e 11, iremos dar continuidade a estes trabalhos de inventariação. Aproveite e venha colaborar também com a investigação científica e o estudo da biodiversidade da Reserva da Faia Brava.
Morcego-orelhudo-cinzento (Plecotus austriacus)
Morcego de Kuhl (Pipistrellus kuhlii)
sábado, 12 de junho de 2010
Saiu o 3º número do CONTRABANDO - com noticia sobre Faia Brava
O "Contrabando" (revista rayana multilingue) acaba de lançar o seu 3º número. Entre muitas noticias interessantes destacamos uma peça sobre a Faia Brava e a ATN, escrita pelo amigo Juan Carlos Zamarreño.
Para consultar o Contrabando basta ver a versã em pdf no site http://www.contrabando.org/ .
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