quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Esculturas de Vitor Sá Machado em exposição na Faia Brava - é já no próximo fim de semana



18/09/2010O Vale do Côa, a braveza das suas vertentes e da fauna que abriga, será quase sempre o mote deste percurso. Atravessamos a Reserva da Faia Brava de Sul para Norte, adentrando-nos na sua beleza selvagem e sob o olhar constante e atento dos abutres e águias que planam alto no céu. Podemos ainda apreciar a manada de Garranos semi-selvagens que percorrem a região, os sobreirais que ainda subsistem e que caracterizam a paisagem do Riba-Côa.

Com início em Cidadelhe e final em Algodres, trata-se de um percurso diversificado, variando entre o asfalto (2km), caminho rural e trilho, e com paisagens imponentes.

Características do percurso: 15km de percurso linear, a pé.

Ponto de Encontro: 9h30 – Igreja de Algodres. Os participantes devem levar a sua viatura até Algodres, local onde termina o percurso. A partir daqui faremos o transfer dos participantes até à aldeia de Cidadelhe.

Duração do percurso: cerca de 6h.

O que trazer? Botas de montanha ou calçado desportivo, roupa confortável (de preferência em tons neutros), chapéu, protector solar, almoço-volante e água, máquina fotográfica, binóculos.

Preço: 5€/pax. Inclui o acompanhamento por guia local e seguro de acidentes pessoais.

Nota:

Esta actividade inclui a passagem pelas Hortas da Sabóia, onde descobriremos a conjugação de arte com a natureza na obra e trabalho de Vitor Sá Machado, escultor de peças em pedra e arame. Mais informações do autor e da sua arte em (http://www.vitorsamachado.net).

Insectos foram reis por um dia, e uma noite!

No passado Sábado a ATN promoveu mais uma saída de campo na Faia Brava no âmbito do programa "Ciência Viva no Verão". Os Insectos da Reserva da Faia Brava foram o tema de uma interessantissima sessão de divulgação sobre este notável grupo da nossa fauna, que contou com a orientação técnica do biólogo Eduardo Marabuto. À noite o Eduardo e o Fernando Romão, em vez de assistirem ao animado baile das Festas de Algodres, fizeram uma directa para inventariar perto de 7 dezenas de espécies de borboletas nocturnas, ao que parece foi uma verdadeira loucura em termos de actividades desses lepidopteros. Ficamos ansiosamente a aguardar um post do FR sobre esta actividade ..... 

Mais um passo no conhecimento da (verdadeira) biodiversidade da Faia Brava. Obrigado Eduardo e Fernando, e tomem lá esta musíca que talvez  vos dê jeito antes da próxima directa: Nocturna.




sábado, 11 de setembro de 2010

IIIª Edição da Festa da Pecuária - 23 e 24 de Outubro


















Já começaram os preparativos para a 3ª Edição da Festa da Pecuária, que desta vez será realizada em 23 e 24 de Outubro. Este ano temos previstas novas actividades, nomeadamente um percurso pedestre "transumante" a acompanhar um rebanho e o seu pastor, gaiteiros de Miranda,  mas também os habituais burros e cavalos. Este percurso inclui refeições e dormida no campo, a simular a vida do pastor transumante, e culminará numa animada festa popular.

A AEPGA (com os seus burros mirandeses) é parceira da ATN neste evento.

Tal como nas edições anteriores o Municipio de Figueira de Castelo Rodrigo é o apoiante oficial da Festa da Pecuária, a quem desde já agradecemos. Daremos o nosso melhor para retribuir, procurando divulgar e valorizar um dos principais sectores da ecónomia desta região: a criação de gado extensiva nomedamente a ovinicultura.

Esta semana que vem divulgaremos todos detalhes da Festa. Marquem na agenda e venham daí, porque não vão faltar boas paisagens, castanhas assadas, jeropiga, gaitadas e muito muito convivio.

Já agora oiçam o clássico de João Aguardela: Eu como pastor

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Escondidinho - café "oficial" da Faia Brava

A todos os que visitem a Faia Brava, e passem pela aldeia de Algodres (concelho de Figueira de Castelo Rodrigo), sugerimos o café-cervejaria "O Escondidinho", onde para além de se poder beber um dos melhores finos da região, são servidos petiscos, acepipes, refeições ligeiras e manjares (mediante marcação prévia). O estabelecimento tem ainda para venda, em anexo, uma vasta gama de produtos de mercearia, que podem servir de abastecimento a qualquer, incauto, viajante que não venha devidamente preparado para os rigores das ladeiras do Côa.

Café e mercearia ("sóto" em dialecto local) são propriedade do Sr. Henrique Pego e esposa (ver fotos), que através do bom atendimento e hospitalidade, têm atraido e fidelizado todos os amigos que pela Faia Brava têm passado.

Para contactos e marcações aqui deixamos o número de telefone de "O Escondidinho": 271397124

Aconselhamos também (em Algodres) o Restaurante "O Relâmpago" (da Dona Silvia e marido) que serve refeições diariamente: 271397162

Mais informações  sobre sobre Algodres-FCR consultar o portal : http://www.algodres.com/

Bons passeios pela Faia Brava!
 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Reportagem sobre a Faia Brava na SIC

Passou hoje à noite no "Jornal da noite" da SIC uma reportagem sobre a Faia Brava (gravada na Primavera), da autoria da jornalista Carla Castelo. Consideramos que foi um belo e fiel retrato do que se passa na Reserva. Segundo o blog AMBIO esta peça será apresentada na estreia da nova série Terra Alerta (próximo Sábado às 16.30 na SIC Notícias). Clique na imagem seguinte para ver a reportagem do "Jornal da Noite".

A história da Faia Brava

A criação da Associação Transumância e Natureza (ATN), em Junho de 2000, teve como principal motivação, servir de suporte para a implementação de um projecto de conservação do Abutre do Egipto (Neophron percnopterus) e da Águia de Bonelli (Aquila fasciata), na região Nordeste de Portugal.

Devido à participação de associados fundadores, ligados a 3 organizações internacionais de conservação da natureza (World Wildlife Fund - WWF, Fonds d´Intervention pour les Rapaces (FIR) e MAVA Foundation), as acções de conservação destas duas espécies e dos seus habitats basearam-se noutros projectos de conservação de aves rupícolas, que estavam em curso noutros pontos da Europa, designadamente em França, Espanha e Itália.

Inicialmente, a estratégia desenvolvida pela ATN no Nordeste de Portugal, no âmbito deste projecto, correspondeu a 3 conjuntos de acções:

I.Aquisição de terrenos importantes para aves (destinados a garantir autonomia nas acções no terreno, reduzindo perturbação de actividades humanas, abrindo oportunidades de gerar recursos para sustentar acções de conservação);

II.Alimentação artificial (repovoamento de pombais e alimentadores de abutres);

III.Sensibilização da população local para a conservação de espécies de fauna e flora com importante estatuto de conservação (reduzir conflitos entre população humana e espécies protegidas).

Os primeiros 3 anos da vida da ATN (2000-2003), foram integralmente dedicados ao projecto de conservação do Abutre-do-Egipto e Águia de Bonelli, contando com o apoio técnico e financiamento da Fundação MAVA (sendo presidente desta organização o Dr. Luc Hofman, co-fundador da WWF, ex-vice-presidente da UICN, ex-presidente da WWF International). Nesse período, a ATN adquiriu terrenos em 3 locais importantes para as 2 espécies de aves de rapina, abrangendo cerca de 67 hectares. A maioria desses terrenos localizam-se nas margens do Rio Côa (ZPE do vale do Côa), freguesia de Algodres. Este facto, aliado às boas perspectivas de ampliar as aquisições e consolidar as acções de conservação, passou a constituir a principal zona de intervenção da ATN.

A partir de 2003, e centrando-se nos terrenos da Vale do Côa, a ATN continuou a desenvolver acções de conservação de aves rupícolas, e nesse âmbito foram adquiridos mais 200 hectares (na margem direita do Côa) e mais 180 hectares (na margem esquerda, freguesia de Cidadelhe), a que se juntam cerca de 100 hectares arrendados. Durante o período entre 2003 e 2008, o financiamento das acções (a maior fatia, cerca de 200 000 euros, corresponde à aquisição de propriedades) teve o apoio de ONGs holandesas, mecenato nacional e estrangeiro e de receitas de uma campanha de venda de azeite biológico. No caso da propriedade de 180 hectares (Quinta do Ervideiro), a aquisição foi possível através de empréstimo do Banco Espírito Santo (com juros reduzidos), estando presentemente a ser desenvolvida uma campanha de angariação de apoios para cobrir o empréstimo.

Interessa assinalar que a ATN iniciou, entretanto, outras actividades, não apenas relacionadas com a conservação das aves, sendo de destacar a protecção florestal (a área abrange a mancha mais extensa de sobreiro do distrito), estando a área já classificada como Zona de Intervenção Florestal (processo liderado pela ATN e que reúne cerca de 50 proprietários florestais).

http://www.atnatureza.org/projectos/lista_accoes.php

http://www.atnatureza.org/projectos/lista_apoios.php

Actualmente, a ATN gere quase 600 hectares contínuos na ZPE do Vale do Côa (Reserva da Faia Brava), que incluem locais de nidificação e zonas de alimentação de um dos núcleos mais importantes de aves rupícolas da ZPE do Vale do Côa, e um conjunto importante de habitats protegidos e muito raros nesta região.

Em 8 anos, a ATN está satisfeita com a dimensão que este projecto atingiu. No entanto, apesar do facto da ATN ter adquirido estas propriedades, assumindo assim objectivos a longo prazo, e devido a compromissos assumidos com as entidades apoiantes, o projecto da Reserva da Faia Brava carece de um planeamento rigoroso, monitorização e avaliação de todas as suas acções.

Assim, em 2009, a ATN preparou o Plano de Gestão da Reserva da Faia Brava (PG-RFB), documento que se encontra em fase de conclusão e que foi recentemente apresentado ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), no âmbito do pedido de classificação da Faia Brava como Área Protegida Privada. O PG-RFB abrange o período entre 2009 e 2019 e pretende constituir um documento estruturante para a conservação da biodiversidade da área gerida pela ATN, na ZPE do Vale do Côa.

(o relatório cuja capa aprsentamos no principio deste post pode ser aberto aqui)