domingo, 11 de setembro de 2011

As grandes (e pequenas) aves da Reserva da Faia Brava

Domingo, 2 de Outubro · 9:00 - 13:30
  
Integrado no fim de semana europeu de observação de aves, vimos convidá-lo a descobrir as aves da Faia Brava num percurso pedestre pelo lado mais selvagem do Vale do Côa.

Inicio: 9:00h junto à igreja de Algodres.

Inscrições e informações:
271311202
geral@atnatureza.org

Inscrição gratuita para sócios da ATN e SPEA

Dá gosto ver árvores mais altas do que nós!

Dá gosto ver as crianças crescer, sejam pessoas ou sejam plantas!

Especialmente quando há meia dúzia de anos, estas plantas eram apenas pequenas e incógnitas sementes de Fraxinus, ripadas às "mãozadas" dos ramos das suas mães (ou pais).

Dentro de sacas e baldes, foram para o viveiro (maternidade de árvores como lhes chamam os britanicos), para serem espalhados em grandes alfobres de boa terra escura e húmida. Na Primavera seguinte germinaram,e quando tinham apenas duas folhinhas ligadas, foram separadas umas das outras e metidas em cuvetes individuais. Esperaram mais de meia-dúzia de meses, sobrevivendo ao estio seco, poeiroso mas coalhado da Sabóia, sob a protecção da malha-sol e sorvendo as regas que foi possível fazer. Até que numa fresca, e fria, manha de Outono as mãos de algum voluntário (provavelmente pertencente ao Colectivo Geminal) as tratou de sacar da cuvete e carinhosamente lhes depositou o raizame nalgum recanto ignoto e remoto da Faia Brava.

A partir daí foi a verdadeira aventura das plantulas, entregues à sua sorte, esperando arduamente umas gotas de chuva em Agosto, evitando a pisadela do garrano e a fuçadela do javali, engrossando, engrossando lentamente, deitando corpo, caule, ramos, raizes e fazendo crescer a pequena sombra da folhagem no seu pedaço de terra.

Um dia destes se tudo assim se mantiver, e se por exemplo os incêndios de Verão continuarem a evitar estes rochedos do Côa, a planta até vai criar uma casca rude e rija como os cornos da ovelha terrincha, que não lhe deixará entrar na seiva, nem besouro nem fungo nem fogo frio, mas que servirá para que algum gato lhe trepe acima e do alto da ramada contemple o seu feudo. Mas ainda melhor vai ser quando esta planta passar a dar sementes, profusos cachos verdes e amarelos de milhares de sâmaras, que vão abanar ao vento como que acenando a alguém que ali passe para lhos ripar ou simplesmente atirar ao vento Suão, e assim perpetuar o ciclo.

Assim queremos acreditar os que estamos apaixonados por esta Faia Brava, ... ou antes por esta Terra.

Que cresçam as árvorezinhas!


"Caçando" garranos!

No passado Sábado (dia 3 de Setembro) uma das actividades incluídas no Convívio Anual de Sócios da ATN, constava em caminhar 5 Km na companhia de alguns garranos da Faia Brava.

Para isso houve que previamente encontra-los e literalmente captura-los, numa pequena incursão pelos barrocais graniticos na zona do Silveiral onde vivem os 3 garranos "mansos". Pudemos contar com a ajuda de dois jovens figueirenses, o Daniel Recto e o Valter Rézio, que pelo amor que nutrem pelos equideos, dada a tradição estar muito presente nas suas familias (de etnia Cigana), vieram voluntariamente ajudar-nos nessa tarefa .

Vivendo a totalidade do tempo em regime livre, "a campo", sem suplementos alimentares, e sem perturbação, mesmo os cavalos mais mansos e ensinados a montar, como a Zora, a Luna e o Zimbro negam uma aproximação súbita e a captura por parte de humanos. Assim há que conduzi-los até um antigo palheiro onde por vezes se abrigam, para que dentro desse espaço confinado seja mais facil e rápido apanha-los e colocar-lhes os arreios.

Ficam aqui algumas fotos dessa pequena aventura (de meia-hora) que foi logo seguida de um passeio em "pelo" (ou seja sem selas), a atestar os conhecimentos equestres dos jovens tratadores, e a demonstrar a docilidade e bom carácter destes três garranos.

A ATN dispõe destes 3 animais (montados) precisamente para fazer passeios pela reserva. Caso pretenda fazer essa experiência contacte a ATN e combine uma visita. Não necessita de saber montar pois pode simplemente levar o animal à rédea, usando por exemplo o garrano para transporte de mantimentos.





sábado, 10 de setembro de 2011

A Jóia da Coroa !?

Muito se pode falar acerca da opinião de cada um sobre aquela, ou aquelas, espécie(s) que pela suas  características comportamentais, preferências ecológicas, raridade, estatuto de conservação, conspicuidade, importância socio-económica, beleza.... etc, etc, melhor representam ou identificam uma determinada área geográfica. Podemos sempre dizer que gostos não se discutem, mas de facto a eleição de uma espécie emblemática dá um jeitão em termos de estratégia de comunicação de uma determinado projecto.

No caso da Faia Brava, obviamente que não há unanimidade, seja por haver múltiplos candidatos com fortissimos argumentos, seja pela divrsidade de aguerridos amantes da fauna silvestre, que bem defendem e publicitam as suas "damas".

Haverá sempre discussão no que toca a hierarquizar as jóias faunísticas da Faia Brava, mas aqui vai um contributo.

Ainda no seguimento da sessão de anilhagem (gloriosa) do passado 28 de Agosto, organizada pela APAA, na qual foram anilhadas 209 aves pertencentes a 20 espécies, foi possível contemplar aquela que é uma das espécies (pelo menos se falarmos de aves) que podemos designar de rainhas da Faia Brava.... que é a Toutinegra-real Sylvia hortensis.  Foram capturados e anilhados 5 exemplares desta belissima e rara ave. Trata-se, provavelmente, do record nacional para esta espécie, que vem mais uma vez confirmar que a Faia Brava é um pequeno santuário para a monarca das Sylvias.

Para mais informação sobre essa sessão leiam a crónica no interessante blog do Peter Fearon: A Scouse Ringer (tradução: um anilhador de Liverpool...!) .

Deixamos aqui imagens da Toutinegra-real e da respectiva sessão de anilhagem.



Um juvenil (à esq) e um adulto.



Bonita, discreta, sóbria e de porte nobre, como pertence a alguém da Realeza!



Nas palavras do Peter Fearon ...."The birds of the day had to be the Orphean Warblers, in total we caught five, of which only one was an adult. They were much larger in the hand than I had expected, taking a 'C' ring (equivalent of a 'B' in the UK), a pretty chunky Sylvia in all. "....








No site da ATN a Toutinegra-real foi a espécie do mês em Março de 2011,  podem recolher mais informação aqui.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Biodiversidade

É facílimo aproveitar uma noite agradável de Verão dedicada à vigilância contra incêndios para uma sessão de biodiversidade. Num local iluminado podem-se encontrar Louva-a-Deus, aranhas, escaravelhos grandes e pequenos, inúmeras borboletas nocturnas de formas e padrões tão distintos e os seus predadores: sapos-corredor, osgas, morcegos e os ágeis noitibós.
Insectos, aracnídeos, répteis e anfíbios, mamíferos e aves, peixes era difícil.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A água bem essencial

A água é um bem essencial para todos os seres e este ano, ao contrário do que se pensa, o charco principal do cercado dos Garranos secou. Tivemos então que colocar água nos bebedouros.

Felizmente já caíram as primeiras chuvas e o charco voltou a ter água, vamos ver se aguenta até ao Outono-Inverno.

Ficam as fotos para ver o nivel da água, e como os Garranos ficam bem na foto.








Já conhecem a campanha de adoção dos Garranos? Mais informação aqui.