quarta-feira, 23 de maio de 2012

Workshop Serviços do Ecossistema em Espaços Florestais

ATN vai estar presente neste evento, com uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido na Faia Brava no âmbito da gestão florestal para a conservação da natureza. Participem.


Workshop Serviços do Ecossistema em Espaços Florestais
Contributos para uma Economia Verde

24 Maio 2012
Auditório Vergílio Ferreira, Gouveia

  
Esta é uma oportunidade para…

-    Conhecer projectos ligados à produção e oferta de serviços fornecidos pelos ecossistemas florestais;

-    Saber como implementar boas práticas de gestão florestal sustentável e seus indicadores;

-    Contactar com mecanismos de financiamento que apoiam os serviços de ecossistema;

-    Esclarecer dúvidas sobre mecanismos de  valorização dos espaços florestais;

-    Divulgar as iniciativas que está a desenvolver.


PROGRAMA

9h30 | 10h00
Abertura
  
10h00 | 12h00
Painel I – Produção e Oferta de Serviços
  
-  Projeto PRADSE: Requalificação de Áreas Degradadas da Serra da Estrela | Rui Xavier – Urze
  
-  Projeto SAVE (UTAD / Quercus) | Quercus
  
-  Projeto Faia Brava | Alice Brava – Associação Transumância e Natureza
  
-  ForCES – Certificação Florestal de Serviços dos Ecossistemas | Vera Santos – FSC Portugal

-  As Zonas de Intervenção Florestal e os SEEF | Forestis
  
12h00 | 12h30
Debate
  
13h00 | 14h00
Intervalo de almoço
  
14h00 | 15h30
Painel II -       Boas práticas de Gestão Florestal e Indicadores
  
-  Boas Práticas para o Pinheiro Bravo | Susana Carneiro – Centro Pinus
  
-  Base de Dados: Manuais de Boas Práticas Florestais e objetivos SEEF | Graça Louro – AFN
  
Sistemas de Indicadores:
  
-  Indicadores PEFC e FSC de gestão florestal – Aplicação aos SEEF | Paula Guimarães – gPS
  
-  Convenção de Combate à Desertificação – do Global ao Projeto Local | Lúcio do Rosário – AFN
  
15h30 | 16h00
Debate

16h00 | 17h30
Painel III – Valoração de SEFF: Mecanismos e formas de financiamento

 Apresentação de exemplos:
  
-  O caso da EDP | Vítor Batista – EDP


-  Fundo Especial de Investimento Imobiliário Florestal | Luís Unas – Floresta Atlântica
  
-  O Turismo da Natureza e a sua relação com a Floresta | António Martins – Turismo do Centro
  
-  Fundo de Proteção de Recursos Hídricos | a indicar
  
17h30 | 18h00
Debate
  
18h00  
Encerramento

terça-feira, 8 de maio de 2012

Visita da Fundação MAVA

Na semana passada, entre os dias 28 de abril e 2 de maio, a ATN e a Fundación Naturaleza y Hombre receberam uma visita extremamente importante. Toda a direcção da Fundação MAVA, fundadora e financiadora de projectos de conservação de prestígio em todo o mundo, esteve no Oeste Ibérico para conhecer em primeira mão o trabalho que tem sido realizado pelas duas asssociações em prol da conservação da natureza do Oeste Ibérico.

Esta fundação teve um papel muito importante na fundação da Associação Transumância e Natureza, através de um apoio financeiro para a aquisição dos primeiros terrenos da Faia Brava e também no Douro Internacional, no ano 2000.

Em 1999, Luc Hoffman visita a Faia Brava pela primeira vez. Esta fotografia foi tirada junto ao pombal do Coto


Passaram praticamente 12 anos desde a fundação da ATN, e a Fundação MAVA continua empenhada em colaborar com a ATN no desenvolvimento profissional desta pequena associação. A MAVA reconhece todo o trabalho que tem sido feito pela ATN e quer ajudar a associação a profissionalizar-se, a ter um papel mais activo regionalmente, especializando-se na gestão de áreas naturais. Para a ATN este é um passo gigante e de enorme responsabilidade, mas que sentimos sermos capazes de dar com segurança e determinação.

A visita que a direcção da MAVA realizou à Faia Brava serviu também de pretexto para lançar as bases de uma nova rede de reservas privadas do Oeste Ibérico, em colaboração com a Fundación Naturaleza y Hombre, gestora da Reserva Biológica de Campanários de Azaba (Ciudad Rodrigo). Apresentámos também a nova linha de produtos regionais de marca Faia Brava, que agora se juntam ao azeite biológico, para apoiar a sustentabilidade financeira do projecto, para divulgar o projecto e contrinuir para o desenvolvimento socio-económico da região onde a Faia Brava se insere.

Queremos deixar aqui um agradecimento muito especial a todos os que connosco partilharam estes dias cheios de energia, com vontade redobrada de continuar a desenvolver trabalho de sucesso na conservação da natureza do Nordeste de Portugal e do Oeste Ibérico.

A direcção da MAVA planta 20 árvores na propriedade que ajudou a adquirir.



Depois da libertação de 10 cavalos garranos na nova área de 200 hectares, o grupo começa uma caminhada de descoberta da Faia Brava, ao longo da Grande Rota do Vale do Côa.

A paragem seguinte é no ponto mais alto da Faia Brava, onde podemos mostrar à direcção da MAVA, o longo caminho que percorremos desde a compra da primeira propriedade, lá ao longe, junto ao pombal do Coto, até ao sítio onde nos encontramos hoje. Hoje gerimos 5 km de rio, 800 hectares, num espaço natural dedicado à conservação da biodiversidade do vale do Côa - aqui inaugurámos a placa que comemora o regresso da MAVA à Faia Brava.

Ao longo do caminho, as amendoeiras da Faia Brava obrigam a uma nova paragem e sessão de degustação que já é uma tradição dos visitantes - partir amêndoa nas pedras ao longo do caminho e provar a amêndoa da Faia Brava.

Chegados ao centro da Faia Brava, espera-nos um gigante de 500 anos, que nos faz sentir pequenos e efémeros.

Jesús Garzón - presidente da Associación Transumancia y Naturaleza (Espanha), fala sobre o sobreiro.

Antes do almoço ainda houve tempo para uma visita ao pombal da Bicha, para observação de ninhos de Grifo e uma conversa sobre o projecto de conservação das Aves Rupícolas.

 Chegados às Hortas da Sabóia, espera-nos uma fogueira e um copo de vinho, antes de um magnífico picnic, servido pela Casa da Cisterna - a conversa animada continua e já lá vão 5 quilómetros de caminhada.


No Museu do Côa, os nossos parceiros da Fundação Côa Parque levam o grupo numa viagem ao Paleólítico superior e à pré-história deste nosso rio Côa - as ligações entre o passado e o presente no Côa e na Faia Brava, e a própria gestão de um território de múltiplos patrimónios, levam a ATN e a Fundação Côa Parque a ter uma relação muito estreita, que era importante mostrar à MAVA.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Quinta de Pero Martins

É o alojamento de Turismo em Espaço Rural mais próximo dos limites da Faia Brava.

Recomendamos uma estadia na Quinta de Pero Martins e agradecemos aos proprietários a menção à Faia Brava no seu blog aqui.

A Quinta de Pero Martins celebrou recentemente um protocolo de colaboração com a ATN para o desenvolvimento conjunto de actividades de turismo na Faia Brava.



7º Encontro da Primavera


Realizou-se no passado dia  25 de abril, na Herdade do Freixo do Meio (no concelho de Montemor-o-Novo), o 7º Encontro da Primavera que, este ano, celebrou também  o reconhecimento do sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal, entre muitas outras iniciativas.

A ATN e a Árvores de Portugal estiveram presentes nas comemorações.

A ATN quer agradecer a hospitalidade, especialmente ao Alfredo Sendim, responsável pela Herdade do Freixo do Meio e seus colaboradores, que estavam a orientar os participantes nas várias actividades, e dar os parabéns pelo excelente trabalho que têm desenvolvido na herdade ao longo deste anos, em prol da biodiversidade e conservação dos habitats existentes na herdade.

Se ainda não conhece a Herdade do Freixo do Meio não deixe de fazer uma visita. Dispõe de um parque de campismo e trilhos sinalizados para poder usufruir do sossego e da natureza.

No programa das festas destacou-se a comemoração do Sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal, que contou com a presença de Miguel Freitas e Luís Gil, ambos defensores da causa, e que desde o início apoiaram a ATN e Árvores de Portugal  nesta iniciativa.

 
Vão se tentar desenvolver outras iniciativas pelo país para comemoração do Sobreiro Árvore Nacional, estejam atentos.


Ficam algumas fotos do evento para abrir o apetite.








terça-feira, 24 de abril de 2012

Uma dezena de poldros garranos

Algumas imagens dos garranos em 2012.

Nota: Para além da missão de sapadores florestais da Faia Brava, a ATN tem procurado divulgar esta magnífica (e um pouco menosprezada) raça portuguesa, apesar da Faia Brava não se situar dentro do solar "tradicional" da mesma. Continuaremos a fazê-lo, ainda que preferencialmente gostaríamos de contar, efectivamente, com o apoio das organizações que têm responsabilidades na preservação desta raça. Pode ser que 2012 nos traga essas sinergias tal como nos trouxe esta quase dezena poldros!

Dentro de uma semana estes cavalos vão estar a viver em semi-liberdade na Reserva da Faia Brava e esperam uma visita tua ...


























sábado, 21 de abril de 2012

Reflexões de uma voluntária da Faia Brava

Texto de Inês Costa

A Associação Transumância e Natureza (ATN) é uma organização não-governamental do ambiente, uma ONGA. Apesar do pouco tempo aqui em Figueira de Castelo Rodrigo, julgo que esta ONGA parece ser uma versão melhorada das ONGA`s em Portugal, que genuinamente quer fazer parte da comunidade onde se insere. Com isto quero dizer que tenta conhecer os seus interlocutores e trabalhar a mensagem que quer passar, ao mesmo tempo que credibiliza ao dar uma imagem profissional, contrariando a classificação algo emotiva e ao mesmo tempo redutora, de “grupo ambientalista”.

O objectivo aqui na Faia Brava é a conservação, não de apenas de uma espécie, mas de um ecossistema, que permite a existência de espécies como o grifo, o britango, a águia de bonelli e a águia real, mas também a manutenção de serviços ambientais, como a regularização do regime hídrico, a depuração do ar e fixação de CO2, assim como, a manutenção de um elevado nível de biodiversidade, que no futuro se adivinha vir a ser útil ao país aquando da revisão de uma nova Política Agrícola Comum. A fazer-se prevalecer os princípios correctos, esta vai ter em conta a biodiversidade, algo que vai fazer os países do sul da Europa serem reconhecidos pelo seu valor natural e claramente beneficiados.
Atrevo-me a dizer que talvez seja uma benesse para nós (portugueses) não ter a escala suficiente para uma agricultura intensiva. Sem o uso de pesticidas e fertilizantes permite-se a manutenção de um património natural que lá fora estão dispostos a pagar para ver. Existe um mercado de turismo de natureza, devemos considera-lo.

Aqui parece ter-se aprendido com a experiência, podemos romantizar um novo retorno ao mundo rural, ou podemos ver na mudança da estrutura da nossa sociedade e consequentemente no uso do território, a criação de novos nichos de negócio e oportunidades únicas para restabelecer uma relação mais sadia com o ambiente.

Num momento em que o espírito do país parece ser o da liberalização, é bom ver uma iniciativa privada com um sentido de bem comum.

Inês Costa